Para muitos, a iluminação de casa resume-se a plafons no teto, arandelas e luminárias espalhadas pela casa para garantir uma boa luz nos cômodos da residência. No entanto, com o aumento na busca por casas aconchegantes, esse elemento torna-se personagem principal.
Segundo pesquisa conduzida pela Obramax, 44% dos brasileiros reformam a casa para conferir maior conforto, enquanto 23,1% faz as reformas para mudar a decoração e a energia. A iluminação é capaz disso, sendo uma ferramenta de atmosfera, bem-estar e identidade.
“A iluminação deixa de ser apenas uma fonte geral fixa e passa a combinar estética artesanal e emocional com tecnologia invisível. O usuário ganha flexibilidade para ajustar a luz à refeição, à conversa, à televisão, ao trabalho e ao relaxamento”, diz Antonio Marcos Mingrone, engenheiro civil formado pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo, lightning designer e proprietário do escritório Mingrone Iluminação.
Hoje, a pergunta não é apenas “Quanto precisamos iluminar?”, mas também: como queremos nos sentir nesse ambiente?
Conversamos com lightning designers, especializados em planejar e projetar sistemas de iluminação, para desvendar as 10 tendências de iluminação para a casa. Confira:
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1. Iluminação indireta
Com arquitetura assinada pelo LW Design Group (@lwsaopaulo) e lightning design do Foco Luz e Desenho (@foco_ld), este quarto usa iluminação difusa na cabeceira@foco_ld | Foto: Fran Parente/Divulgação
Com a busca por ambientes aconchegantes, confortáveis e leves, a iluminação indireta está entre as principais tendências de iluminação, proporcionando uma luz mais suave e sofisticada.
“Com esta, a luz é direcionada para o teto ou para uma superfície e depois retorna ao ambiente de maneira difusa, reduzindo o ofuscamento”, explica Patrícia Oliveira, arquiteta, especialista em iluminação e sócia do escritório Studio Casa Rara.
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Percebe-se uma independência do projeto em relação ao ponto central do teto. Assim, em vez de depender de um único ponto de luz para clarear o ambiente, são trabalhadas as camadas, como luz ambiente, luz tarefa e luz de destaque, cada uma acionada de forma independente. Isso permite que o cômodo seja funcional em um momento e intimista em outro.
2. Iluminação com ajuste de tonalidade
Nesta cozinha, assinada por Tim Neve (@timneve), a luminária destaca-se acima da bancada@timneve | Foto: Atelier Photography/Divulgação
A quantidade de luz que o cômodo requer durante o dia não é a mesma à noite. “Também cresce o uso da iluminação com ajuste de tonalidade ao longo do dia — mais fria e intensa por volta do meio-dia, mais quente e suave à noite, acompanhando o comportamento natural do sol”, coloca Juliana Pascoalini, arquiteta pelo Centro Universitário Belas Artes de São Paulo, lightning designer e cofundadora da Escola de Lightning Design.
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Segundo ela, essa variação, quando bem aplicada, melhora a nossa disposição, o conforto visual e ajuda o ciclo do sono. Para isso, o ideal é associar a um sistema de automação que programe as variações por horário, o que implica em um aumento relevante no investimento.
3. Eficiência energética
Assinada pelo designer de interiores Adam Hunter, a sala de estar tem iluminação quente e aconchegante@adamhunter/Reprodução
Segundo pesquisa encomendada pela Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial, seis em cada dez brasileiros adotam uma rotina sustentável dentro de casa. Isso é aplicado, inclusive, à iluminação.
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Conforme Antonio, atualmente, os consumidores procuram maior eficiência energética, de maneira que quanto mais luz a fonte produz com menor consumo em watts, melhor.
“Hoje os organismos oficiais já começam a revelar esse desempenho em lúmens por watt. Não basta dizer que uma lâmpada tem 10 watts. Ela pode oferecer 100 lúmens, enquanto uma fonte eficiente pode oferecer mil. A média de referência hoje gira em torno de 100 lúmens por watt”, explica o engenheiro.
4. Luminárias de design
Projetado pelo designer de interiores Adam Hunter (@adamhunter), este banheiro tem luminárias chamativas e delicadas@adamhunter/Reprodução
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“Hoje, a luminária pode ser tão importante para a composição de um ambiente quanto um móvel ou uma obra de arte”, diz Patrícia.
As luminárias de design vêm se destacando nas redes sociais e, portanto, tornaram-se tendência entre as táticas de iluminação — não à toa houve um crescimento na busca por luminárias em formato de cogumelo. Mesmo quando apagadas, estas funcionam como elementos decorativos.
“Materiais, formatos e tamanhos diversos dão possibilidades de encaixar nos mais diferentes estilos e bolsos”, acrescenta Juliana.
5. Abajures e arandelas recarregáveis
Desenhada pelo QYO Design Studio (@studioqyo), esta sala de estar tem abajur recarregável na mesa@studioqyo/Reprodução
Extremamente versáteis e práticos, abajures e arandelas recarregáveis permitem mudar a posição, criar novos pontos de luz e transformar a atmosfera sem necessidade de quebra-quebra ou novas instalações elétricas.
6. Entrada do garimpo e do vintage
Projetada pelo GT&B (@gtandb_), esta sala de estar aposta em luminária vintage e de design@gtandb_/Reprodução
Com a valorização da iluminação como peça decorativa para além de sua funcionalidade estrutural, cresce também a busca por peças, como arandelas e abajures, garimpadas e com visual vintage.
“Uma peça antiga, encontrada em um antiquário, feira ou loja de garimpo, pode ganhar uma nova vida dentro de um projeto contemporâneo. Isso traz personalidade e história para o ambiente”, coloca Patrícia.
É uma solução que une tecnologia, praticidade e, ao mesmo tempo, valoriza peças com memória e identidade.
7. Sistemas de automação
Com design de interiores da Lumi Interiors (@lumi.interiors) e iluminação do John Cullen Lightning (@johncullenlighting), esta sala de estar tem atmosfera aconchegante@johncullenlighting | Foto: Chris Goldstraw/Divulgação
Segundo Cecília Mattos Mueller, mestre em conforto ambiental e professora do curso de Design de Interiores do Centro Universitário Belas Artes, a automação está cada vez mais acessível e com alternativas para todos os bolsos.
“Ela pode contemplar a criação de inúmeros cenários luminosos com os diversos circuitos de um ambiente e, principalmente, usar do recurso da dimerização da luz, muito indicado para ambientes como sala e quartos”, acrescenta.
8. Uso de mini spots
Com design de interiores de Louise Bradley (@louisebradleyinteriors) e iluminação do John Cullen Lightning (@johncullenlighting), o corredor usa mini spots@johncullenlighting/Reprodução | Foto: James Balston/Reprodução
A iluminação também vem sendo usada para valorizar itens decorativos, como obras de arte e esculturas. Com isso, os mini spots ou microspots vêm ganhando mais espaço, especialmente na marcenaria.
Pequenos e discretos, são excelentes para criar uma iluminação pontual, valorizando objetos, obras de arte e elementos decorativos, permitindo direcionar o olhar.
9. Luminárias redondas
As luminárias de formato redondo estão muito presentes no design de iluminação. Luminária da Tasch Design (@taschdesign)@taschdesign/Reprodução
As luminárias de formato redondo estão muito presentes no design de iluminação, desde os plafons até as luminárias pontuais e decorativas, harmonizando de forma orgânica com o restante do décor.
A preferência pelo formato ocorre em decorrência da valorização de formas naturais e orgânicas, que transmitem maior acolhimento, suavidade e conforto ao morador.
10. Materiais naturais
Luminárias de materiais naturais também são tendência no design de interiores. Luminária do Studio Truly Truly@studiotrulytruly/Reprodução
A busca por luminárias com materiais ou formatos naturais também está em alta na iluminação.
“Vidro soprado, que carrega pequenas bolhas de ar e imperfeições de quem sopra o vidro à mão, fibras naturais como rattan e linho, cerâmica, madeira são tendência – assim como tudo o que carrega textura e imperfeição no lugar do plástico e do metal liso e ‘perfeito’ demais”, pontua Juliana.
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