Os contratos de mini-índice (WINV26), com vencimento em outubro, encerraram a última sessão (07/10) em queda de 0,84%, aos 204.500 pontos, ampliando a correção após as fortes altas recentes. Os contratos de mini-índice deverão refletir a continuidade do movimento corretivo após a forte valorização registrada no início da semana. O Ibovespa recuou 0,74%, aos 204.302,33 pontos, na segunda queda consecutiva, pressionado por Vale, bancos e B3, enquanto Petrobras, varejistas e frigoríficos limitaram as perdas. No exterior, Wall Street e as bolsas europeias caíram com a alta dos Treasuries, após a ata do Federal Reserve indicar que a maioria dos membros considera necessário um novo aumento dos juros. No Brasil, o dólar voltou a superar R$ 5, os juros futuros terminaram mistos e a aceleração do IGP-DI reforçou a cautela com a inflação.Para os traders de mini-índice, o foco estará na primeira pesquisa Datafolha do segundo turno, nos sinais sobre a agenda fiscal e na continuidade do fluxo estrangeiro para a B3. O comportamento dos Treasuries, da curva de juros doméstica e de ações de maior peso, especialmente Vale, bancos e Petrobras, deverá indicar se o contrato amplia a correção ou encontra espaço para retomar o movimento comprador.Análise do gráfico de 15 minutosNo gráfico de 15 minutos, observo que o mini-índice encerrou a última sessão no campo negativo e abaixo das médias móveis de 9 e 21 períodos. O movimento mantém o viés corretivo no curto prazo e indica que os vendedores ainda podem pressionar o contrato, especialmente se os primeiros suportes forem perdidos.Para que a queda ganhe continuidade, será necessária a entrada de fluxo vendedor capaz de romper a região de 204.500/203.900 pontos. A perda dessa faixa poderá intensificar a correção e levar o ativo até 203.380/202.700 pontos. Caso a pressão negativa persista, o alvo mais longo estará em 201.985/201.690 pontos.No cenário de recuperação, o contrato precisará superar inicialmente a resistência em 205.140/205.355 pontos. O rompimento dessa região, acompanhado por volume comprador, poderá abrir espaço para um avanço em direção a 206.045/206.560 pontos. Em uma retomada mais consistente, o próximo objetivo estará em 207.645/210.165 pontos.No gráfico diário, vejo a última queda como parte do fluxo corretivo iniciado depois das fortes altas recentes. Apesar do recuo, o mini-índice continua acima das médias móveis de 9, 21 e 200 períodos, preservando a estrutura positiva mais ampla. O afastamento em relação a essas referências, porém, ainda é relevante e mantém o risco de novas realizações.Para retomar o movimento de alta, o contrato deverá superar a resistência em 211.115/212.130 pontos. Acima dessa faixa, projeto como próximos objetivos 214.195/216.695 pontos.Para aprofundar a correção, será necessário perder a região de suporte em 204.500/200.135 pontos. Abaixo desse intervalo, a próxima referência relevante estará em 194.020 pontos.O IFR de 14 períodos recuou para 74,21 pontos, mas permanece dentro da zona de sobrecompra. Na minha avaliação, o indicador ainda mostra um mercado esticado e sujeito a novas realizações. Essa leitura, isoladamente, não confirma uma reversão da tendência principal, mas reforça a necessidade de cautela.Fonte: Nelogica. Gráfico 15 minutos. Elaboração Rodrigo PazSaiba mais:Uma operação saiu do controle — e levou 3 anos para recuperar a perdaOperar ou ficar de fora? Pam e Kyn abordarão a volatilidade pós-eleição na Casa ClearDe obra afetada pela Lava Jato a taxista e trader: a trajetória de Robert MachadoWINV26: Gráfico de 60 minutosNo gráfico de 60 minutos, observo que o mini-índice fechou abaixo das médias móveis de 9 e 21 períodos. O ativo segue em correção após a valorização recente, e o comportamento nas próximas regiões gráficas deverá indicar se o ajuste continuará ou se haverá uma reação compradora.O primeiro sinal de enfraquecimento adicional será a perda da região de 204.500/204.140 pontos. Para uma retomada do fluxo comprador, por outro lado, será necessária a entrada de volume capaz de levar o contrato acima da resistência em 207.645/211.115 pontos.Se essa resistência for superada, vejo potencial para uma recuperação em direção a 212.130/214.195 pontos. Em uma extensão do movimento altista, os objetivos seguintes estarão em 215.930/216.700 pontos.No campo negativo, o rompimento dos suportes em 204.140/202.650 pontos poderá ampliar a pressão vendedora e levar o mini-índice até 201.200/200.395 pontos. Caso a correção ganhe maior profundidade, os alvos mais longos estarão em 198.820/195.720 pontos.Fonte: Nelogica. Gráfico 60 minutos. Elaboração Rodrigo Paz(Rodrigo Paz é analista técnico CNPI-T)Guias de análise técnica:O que é uma linha de tendência na análise gráfica?O que são médias móveis e como usá-la para estratégia de TradeIFR: O que é o índice de força relativa?Bandas de Bollinger: como usar e interpretar?Como o MACD pode identificar e interpretar tendências do mercado?Confira mais conteúdos sobre análise técnica no IM Trader. Diariamente, o InfoMoney publica o que esperar dos minicontratos de dólar e índice. The post Mini-índice (WINV26): até onde pode avançar a correção do contrato? appeared first on InfoMoney.
