O JPMorgan reiterou a recomendação de compra para Eneva (ENEV3), como uma das principais escolhas do banco no setor. De acordo com os analistas, a tese de investimento da companhia tem se tornado cada vez mais simples e mais sólida.Por um lado, pelo aumento da previsibilidade do fluxo de caixa e a diminuição dos riscos de execução. De outro, pelos retornos do fluxo de caixa livre e as oportunidades de projetos greenfield no Brasil.Para o final de 2027, o preço-alvo subiu de R$ 32 para R$ 36, refletindo uma redução de 100 pontos-base no custo de capital próprio, para 9% em termos reais.Leia tambémPetrobras: produção de petróleo bate novo recorde e reforça tese de alta, diz BBIA produção de Búzios superou 1 milhão de barris por dia pelo segundo mês consecutivo, refletindo a continuidade do aumento de produção das plataformasItaú BBA vê 3º tri desafiador para BB e Santander, mas olhos se voltarão para 2027Na visão dos analistas, as empresas ligadas ao mercado de capitais continuam sendo as melhores posicionadas para um cenário de juros menores e recuperação gradual da atividade financeiraDe acordo com o banco, cerca de 80% do lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) é derivada de margens fixas até 2029. Depois de 2031, ainda, apenas 20% das margens fixas decorreriam de contratos inflexíveis.Os analistas também acreditam que a Eneva está muito bem posicionada para aproveitar as oportunidades de crescimento no setor de gás do Brasil. Tanto no médio quanto no longo prazo, a companhia tem ao menos três vantagens em relação aos seus pares.Sendo elas a infraestrutura de gás disponível, as reservas de gás superiores a 45 bilhões de metros cúbicos e os retornos do fluxo de caixa livre (FCF yield, na sigla em inglês) superiores a 10% em 2029 e 2031.Oportunidades As novas estimativas incorporam cerca de R$ 2 bilhões em valor presente líquido (VPL), provenientes de operações recentes de fusões e aquisições.Segundo o JP Morgan, os principais catalisadores da Eneva devem continuar sendo os leilões de capacidade de novos projetos de geração. Mas, para além deles, a companhia conta com algumas oportunidades que poderiam acrescentar mais de 35% ao VPL.A análise considera desde possíveis novos projetos, como os contratos de 790 MW da EPP, até diferentes premissas de investimentos e de despacho das usinas.Atualmente, os contratos de 790 MW aguardam uma decisão regulatória definitiva. Em análise de sensibilidade, o JP estima que a progressão desse contrato possa gerar um potencial de VPL de R$ 3,6 bilhões, considerando um investimento de capital de US$ 1,5 milhão por MW de capacidade instalada.The post Eneva: por que o JPMorgan coloca as ações ENEV3 como uma das preferidas do setor appeared first on InfoMoney.
