BradSaúde (SAUD3) sobe 4,2% após balanço do 3T e anúncio de dividendo bilionário

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As ações da BradSaúde (SAUD3) tiveram forte valorização nesta quinta-feira (22), descolado da queda Ibovespa, após a divulgação do balanço do terceiro trimestre de 2026 e o anúncio de R$ 1 bilhão em dividendos. Os papéis da operadora de saúde subiram 4,22%, cotados a R$ 16,07.O principal destaque do trimestre foi a sinistralidade consolidada, que ficou em 84,5%, com piora de apenas 0,5 ponto percentual em relação ao mesmo período do ano anterior. O indicador, que mede a proporção da receita destinada ao pagamento de despesas assistenciais, ficou melhor do que o esperado por algumas casas de análise, embora as avaliações variem conforme as estimativas utilizadas.Inscreva-se gratuitamente na newsletter InfoMoney Premium e receba em primeira mão a manchete de amanhãO resultado chamou a atenção dos analistas Gustavo Miele e Danilo Valigura, do Goldman, diante da desaceleração adicional do reajuste médio dos planos de saúde, que avançou apenas 1,1% em um ano. Segundo o banco, isso reforça a tendência de maior participação, no portfólio da companhia, de produtos mais baratos, mas significativamente mais rentáveis, movimento impulsionado principalmente pelos planos para pequenas e médias empresas (PMEs).Leia mais: – Confira o calendário de resultados do 3º trimestre de 2026 da Bolsa brasileira– Temporada de balanços do 3T26 ganha destaque: veja ações e setores para ficar de olhoO banco também destacou que outras despesas ficaram abaixo do esperado, somando R$ 208 milhões, queda de 24% na comparação anual, e contribuíram para o lucro acima das estimativas. O banco afirma que investigará a recorrência dessa tendência na teleconferência de resultados marcada para o dia seguinte.O resultado financeiro foi um dos pontos negativos do trimestre. A receita financeira ficou em R$ 685 milhões, pressionada pela inflação mais baixa, já que 54% dos ativos financeiros da companhia são indexados ao IPCA. A XP Investimentos também apontou o impacto da marcação a mercado relacionado à inflação, estimando que, sem esse efeito, o resultado financeiro teria ficado mais próximo de R$ 800 milhões.O JPMorgan, por sua vez, considerou os resultados mistos. Embora o lucro por ação tenha ficado em linha com sua estimativa, a receita financeira abaixo do esperado foi parcialmente compensada por despesas operacionais menores e por uma alíquota tributária mais favorável.Diante disso, o JPMorgan acredita que o foco do mercado no curto prazo deve estar no pagamento de R$ 1 bilhão em dividendos, equivalente a R$ 0,34 por ação e a um retorno de 2,2%, e na continuidade do crescimento da carteira de pequenas e médias empresas (PMEs), que apresenta sinistralidade inferior à média. Esses fatores são positivos, apesar da provável rentabilidade mais fraca dos novos contratos adicionados à carteira.Já o analista do Itaú BBA, Vinicius Figueiredo, avalia que a BradSaúde apresentou resultados melhores do que o esperado. A sinistralidade dos planos médicos (MLR) piorou apenas 0,5 ponto percentual em relação ao mesmo período do ano anterior, ante estimativa de deterioração de 1,7 ponto percentual do banco. Com isso, os resultados de subscrição superaram as projeções em 10%.Embora parte desse benefício possa não se repetir nos próximos trimestres, o analista acredita que eventuais revisões positivas das estimativas de lucro devem ser impulsionadas principalmente pelo desempenho da atividade de subscrição, que ficou acima das expectativas.Recomendação de compraApesar da valorização de 16% nas últimas três semanas, as ações da BradSaúde tiveram desempenho inferior ao de seus pares, que avançaram, em média, 25%. O principal fator de pressão continua sendo a exposição da companhia ao resultado financeiro.Ainda assim, a XP acredita que a atratividade da ação deve aumentar à medida que a trajetória da sinistralidade fique mais clara no segundo semestre de 2026, com perspectiva de um quarto trimestre sazonalmente forte. Diante disso, a XP manteve recomendação de compra para SAUD3 e elevou o preço-alvo de R$ 18 para R$ 19.O JPMorgan, Itaú BBA e Goldman Sachs reiteraram classificação de compra e preço-alvo de R$ 19,50, R$ 19 e R$ 16.The post BradSaúde (SAUD3) sobe 4,2% após balanço do 3T e anúncio de dividendo bilionário appeared first on InfoMoney.

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