Bolsa tomba 15% após vitória de Lula e registra uma das maiores quedas da história

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O Ibovespa opera em forte queda nesta segunda-feira (26), no primeiro pregão após o segundo turno das eleições presidenciais, realizado neste domingo. A vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em um resultado contrário às expectativas que vinham sendo precificadas pelo mercado nas últimas semanas, provocou uma reação intensa dos investidores. Às 13h03 (horário de Brasília), a Bolsa brasileira desabava 14,47%, a 175.466,12 pontos.A dimensão do movimento chama a atenção diante do histórico de quedas do mercado acionário brasileiro. Levantamento da Elos Ayta mostra que a maior queda da série ocorreu em 10 de setembro de 1998, quando o índice recuou 15,83%, em meio à crise financeira russa e à fuga de capitais dos mercados emergentes. A segunda maior perda foi registrada em 27 de outubro de 1997, com baixa de 14,98%, durante a crise asiática.Leia tambémIbovespa Ao Vivo: Ibovespa desaba 15% após reeleição de Lula e circuit breakerB3 acionou mecanismo de circuit breaker pela primeira vez desde março de 2020, durante a pandemiaCommodities devem superar mercado após eleição; JPMorgan destaca SUZB3, VALE3 e GGBR4Com expectativa de desvalorização do real, banco aposta em exportadoras de commodities para superar o mercado brasileiroPandemia concentrou quatro das dez maiores quedasA pandemia de Covid-19 responde por quatro dos dez maiores recuos diários do Ibovespa, todos registrados em março de 2020, em um intervalo de apenas oito pregões. Em 12 de março, o índice caiu 14,78%. No dia 16, recuou 13,92%. Em 9 de março, a baixa havia sido de 12,17%, enquanto, em 18 de março, chegou a 10,35%.Naquele período, o avanço da pandemia, as restrições à circulação de pessoas e o temor de uma recessão global provocaram forte aversão ao risco. A turbulência foi agravada pela guerra de preços do petróleo entre Arábia Saudita e Rússia, que ampliou a pressão sobre os mercados financeiros.A concentração de quatro quedas expressivas em poucos pregões evidencia a intensidade da crise e a velocidade com que a deterioração das perspectivas econômicas se refletiu nos preços dos ativos.Crises asiática e financeira também pressionaram a BolsaAlém da queda de outubro de 1997, a crise asiática provocou um recuo de 10,20% do Ibovespa em 12 de novembro daquele ano.Em 2008, a crise financeira internacional, agravada pela quebra do banco Lehman Brothers, esteve associada a perdas de 11,39% em 15 de outubro e de 10,18% em 22 de outubro. Naquele segundo pregão, o anúncio de uma proposta de estatização dos fundos privados de pensão na Argentina ampliou a instabilidade nos mercados emergentes e intensificou as vendas de ações brasileiras.Os episódios reforçam como crises de liquidez, fuga de capitais e mudanças abruptas na percepção de risco global podem provocar movimentos intensos na Bolsa brasileira, mesmo quando os fatores que desencadeiam a turbulência estão fora do país.Episódio político doméstico aparece entre as maiores quedasEntre as dez maiores perdas diárias consideradas no levantamento, apenas uma esteve diretamente associada a um episódio político doméstico. Em 5 de setembro de 1994, o Ibovespa recuou 10,50% após a repercussão das declarações do então ministro da Fazenda, Rubens Ricupero, no episódio conhecido como escândalo da parabólica, que gerou incertezas sobre a continuidade do Plano Real.O levantamento da Elos Ayta indica que, embora acontecimentos políticos nacionais possam provocar oscilações expressivas, as maiores quedas históricas do Ibovespa estiveram predominantemente associadas a crises internacionais.The post Bolsa tomba 15% após vitória de Lula e registra uma das maiores quedas da história appeared first on InfoMoney.

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