As taxas dos títulos prefixados do Tesouro Direto fecharam em queda nesta terça-feira (27), devolvendo parte da maior alta diária da série histórica, registrada na segunda-feira (26). O Tesouro Prefixado 2029 recuou de 15,26% ao ano para 14,79%, queda de 47 pontos-base. O Prefixado 2032 caiu 44 pontos-base, de 15,50% para 15,06%, e o Prefixado com Juros Semestrais 2037, 33 pontos-base, de 15,19% para 14,86%.A plataforma só liberou as negociações às 12h, em meio à forte volatilidade do mercado, e as taxas abriram em queda. Ao longo da tarde, o Prefixado 2032 e o Prefixado com Juros Semestrais 2037 devolveram parte desse recuo e subiram 5 pontos-base em relação à abertura. O Prefixado 2032 segue bem acima dos 12,89% de sexta-feira (23) e dos 14,15% de antes do primeiro turno.Entre os títulos atrelados à inflação, o movimento foi oposto. Os vencimentos mais longos subiram de 11 a 24 pontos-base e fecharam acima dos níveis da abertura de 2 de outubro, último pregão antes do primeiro turno. Na segunda, esses títulos haviam terminado o dia perto daquele patamar.O Tesouro IPCA+ 2040 teve a maior alta, de IPCA + 7,29% para IPCA + 7,53%, ante IPCA + 7,22% em 2 de outubro. O IPCA+ com Juros Semestrais 2060 subiu 23 pontos-base, para IPCA + 7,34%, e o IPCA+ 2050 avançou 15 pontos-base, de IPCA + 7,03% para IPCA + 7,18%. Mais curto, o Tesouro IPCA+ 2032 ficou praticamente estável, com leve recuo de IPCA + 7,80% para IPCA + 7,78%.O movimento ocorre em dia de nova intervenção do Tesouro Nacional. Pela manhã, o órgão cancelou o leilão de LFT, atreladas à Selic, a única oferta de venda que restava na semana, depois de ter cancelado os leilões de NTN-B e de prefixados na segunda.Na terceira recompra desde a eleição, o Tesouro comprou de volta 3,815 milhões de NTN-B, títulos atrelados à inflação, em operação de cerca de R$ 16,8 bilhões. Foram 1 milhão de papéis com vencimento em 2030, 895,8 mil em 2035, 1 milhão em 2040 e 919,7 mil em 2045. Somadas às duas operações de segunda, as recompras chegam a cerca de R$ 31,6 bilhões em dois dias.Os juros futuros também fecharam em queda, entre 34 e 41 pontos-base nos principais vencimentos, mas continuam bem acima dos níveis de antes do primeiro turno. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse que o governo tem medidas fiscais prontas e atribuiu a reação do mercado a uma “troca de posição, porque o mercado estava apostando em outro candidato”.No câmbio, o dólar recuou cerca de 1%, a R$ 5,35, depois de subir 8,25% na segunda. O Ibovespa caiu 0,51%, aos 175.710,05 pontos.Veja as taxas do Tesouro Direto no fechamento desta terça-feira (27):TítuloRendimento AnualVencimentoTesouro Reserva 2036SELIC01/01/2036Tesouro Selic 2031SELIC + 0,10%01/03/2031Tesouro Prefixado 202914,79%01/01/2029Tesouro Prefixado 203215,06%01/01/2032Tesouro Prefixado com Juros Semestrais 203714,86%01/01/2037Tesouro IPCA+ 2032IPCA + 7,78%15/08/2032Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2037IPCA + 7,75%15/05/2037Tesouro IPCA+ 2040IPCA + 7,53%15/08/2040Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2045IPCA + 7,41%15/05/2045Tesouro IPCA+ 2050IPCA + 7,18%15/08/2050Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2060IPCA + 7,34%15/08/2060The post Prefixados do Tesouro caem até 47 pontos-base após recorde, mas IPCA+ longos sobem appeared first on InfoMoney.
