Vale (VALE3) testa suporte decisivo após queda; ação pode reagir ou cair mais?

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As ações da Vale (VALE3) chegam a uma região técnica importante depois de aprofundarem o movimento de queda iniciado após a máxima histórica de R$ 89,41. Na última sessão, o papel recuou 2,14%, aos R$ 63,00, e passou a negociar novamente próximo da mínima do ano, em R$ 61,40. No acumulado de 2026, a mineradora registra queda de 10,29%.A pressão ocorre logo depois de uma sessão atípica no pós-segundo turno. Na segunda-feira (26), enquanto o Ibovespa sofreu uma forte queda e o dólar disparou, a Vale chegou a avançar mais de 7% durante o pregão, beneficiada pelo movimento do câmbio e pelo perfil exportador da companhia. A ação, porém, perdeu parte desse impulso e terminou o dia com alta de 4,01%. O movimento perdeu força já na sessão seguinte. Nesta terça-feira (27), VALE3 voltou a cair com a fraqueza do minério de ferro, que atingiu o menor nível em mais de dois anos em Dalian. O movimento refletiu preocupações com a demanda por aço e com o aumento esperado da oferta da commodity no quarto trimestre.Ao mesmo tempo, o papel chega a uma semana importante do ponto de vista fundamentalista. A Vale divulga os resultados do terceiro trimestre de 2026 em 29 de outubro, em um ambiente de preços mais pressionados para o minério e expectativas mais cautelosas para o setor de mineração e siderurgia. Veja o que esperar dos balanços de mineração e siderurgia no 3T26Apesar do cenário mais adverso de curto prazo, a Vale continua entre as ações de commodities destacadas pelo J.P. Morgan no pós-eleição. O banco avalia que um real mais fraco tende a favorecer companhias com receitas dolarizadas e manteve recomendação overweight para VALE3, citando produção consistente, redução de custos e a resolução do acordo de Mariana como pontos positivos.Nos gráficos, entretanto, a leitura ainda exige cautela. Tanto no diário quanto no semanal, VALE3 permanece abaixo das principais médias móveis e dentro de uma estrutura descendente. A região de R$ 61,40 ganha importância: uma reação a partir desse nível pode abrir espaço para repique, enquanto sua perda aumenta o risco de continuidade da queda.Vale no curto prazo: mínima de R$ 61,40 vira ponto decisivoNo gráfico diário, a Vale mantém uma tendência de baixa bem definida, com formação de topos e fundos descendentes desde a máxima histórica de R$ 89,41, registrada em fevereiro de 2026. O movimento vendedor ganhou força principalmente a partir de setembro e levou o papel recentemente à mínima anual de R$ 61,40, região que passa a funcionar como suporte importante. Na última sessão, a ação recuou 2,14%, aos R$ 63,00, devolvendo a alta registrada na segunda-feira.A estrutura técnica continua frágil. VALE3 negocia abaixo das médias móveis de 9, 21 e 200 períodos, mantendo o viés negativo no curto prazo. O IFR (14) está em 32,06 pontos, próximo da região de sobrevenda, mas ainda sem sinalizar exaustão clara do fluxo vendedor. Esse cenário pode abrir espaço para algum repique técnico, principalmente se o preço encontrar acomodação entre R$ 61,40 e R$ 59,67, mas, por enquanto, não há confirmação gráfica de reversão.Se a ação perder R$ 61,40, aumenta o risco de continuidade da queda, com suportes em R$ 59,67, R$ 56,80, R$ 52,71, R$ 47,33 e, em uma extensão mais profunda, na região dos R$ 44,00. Para melhorar a leitura de curto prazo, o papel precisa recuperar inicialmente R$ 64,36 e R$ 67,25; acima dessas faixas, as próximas resistências ficam em R$ 69,84, R$ 74,27, R$ 77,35, R$ 81,30 e R$ 83,35.Vale (VALE3) negocia perto da mínima anual de R$ 61,40 e abaixo das principais médias; IFR (14) em 32,06 se aproxima da região de sobrevenda.Vale no médio prazo: pressão vendedora ainda dominaNo gráfico semanal, a Vale também mantém uma estrutura claramente baixista no médio prazo. Desde a máxima histórica de R$ 89,41, o papel passou a formar topos e fundos descendentes e segue pressionado abaixo das médias móveis de 9 e 21 períodos. Depois de três semanas consecutivas de baixa, a ação continua próxima da mínima recente em R$ 61,40, região que concentra atenção dos investidores.A configuração técnica ainda favorece os vendedores. As médias de 9 e 21 períodos estão inclinadas para baixo e aparecem próximas de R$ 68,33 e R$ 72,90, respectivamente, enquanto o IFR (14) está em 34,30 pontos. O indicador ainda não entrou em sobrevenda, mas se aproxima dessa faixa. Com o preço afastado das médias, existe espaço para um eventual repique, principalmente se houver acomodação próximo de R$ 61,40 ou da média de 200 períodos, hoje na região de R$ 58,71.Se perder R$ 61,40, a pressão vendedora pode ganhar força, colocando no radar R$ 58,71, R$ 56,16, R$ 47,33 e R$ 44,07. Em uma deterioração mais profunda da estrutura, o gráfico ainda permite trabalhar com uma extensão em direção à região dos R$ 35,50.Para melhorar o cenário de médio prazo, VALE3 precisa inicialmente recuperar as médias em R$ 68,33 e R$ 72,90. Acima delas, as próximas resistências aparecem em R$ 82,25 e, posteriormente, na máxima histórica de R$ 89,41. Até que essas referências sejam retomadas, a leitura segue cautelosa e predominantemente baixista.VALE3 mantém tendência de baixa no semanal e se aproxima da região de R$ 61,40/R$ 58,71; IFR (14) em 34,30 reforça a atenção para possível repique, ainda sem confirmação de reversão.(Rodrigo Paz é analista técnico)Guias de análise técnica:O que é uma linha de tendência na análise gráfica?O que são médias móveis e como usá-la para estratégia de TradeBandas de Bollinger: como usar e interpretar?Confira mais conteúdos sobre análise técnica no IM Trader. Diariamente, o InfoMoney publica o que esperar dos minicontratos de dólar e índice. The post Vale (VALE3) testa suporte decisivo após queda; ação pode reagir ou cair mais? appeared first on InfoMoney.

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