A primeira pesquisa da Quaest após as eleições presidenciais no Brasil, divulgada neste domingo (8), mostrou que a maioria dos brasileiros considera errada a reação de Flávio Bolsonaro (PL) após a derrota no pleito. Segundo a pesquisa, 62% julgam como errada a decisão do senador de sair do Brasil. Outros 29% julgam que a ida aos Estados Unidos foi acertada, enquanto 9% não souberam responder. O levantamento também revela uma divisão na direita: metade dos eleitores de direita acham que ele errou ao sair do país. Entre os eleitores de esquerda, o percentual é bem maior: 92%. Ainda segundo a pesquisa, a maior parte dos entrevistados associa a viagem à tentativa de escapar da Justiça (56%), quanto outros 35% avaliam que se tratou de uma estratégia de proteção contra perseguição política.Para Felipe Nunes, diretor da Quaest, a visão sobre perseguição é alimentada dentro do eleitorado bolsonarista.”A direita se divide e só um terço dos independentes apostam nessa ideia”, escreveu em sua conta, na rede social X. Segundo Nunes, o sinal mais claro é que a base que votou em Flávio no segundo turno parece ‘rachada’. Ampla repercussãoA pesquisa indicou que a ida de Flávio Bolsonaro aos Estados Unidos teve ampla repercussão entre os eleitores: 89% afirmam ter tomado conhecimento. O índice de conhecimento é o maior registrado entre os acontecimentos políticos apresentados pela pesquisa e supera o registrado para o escândalo do Banco Master (75%) e o caso Moraes, Mendonça e Vorcaro (73%) e as investigações sobre o filho de Lula (66%). O estudo também investigou a auto-proclamação presidencial tentada por Flávio: 70% tomou conhecimento do fato.Resultado das eleiçõesAssim como aconteceu após o resultado das eleições de 2022, Flávio também levantou dúvidas sobre o resultado. E, da mesma forma como aconteceu com seu pai, Jair Bolsonaro, Flávio recebeu uma reação negativa do público, com 59% das pessoas desaprovando o questionamento. The post Quaest: primeira pesquisa após as eleições mostra uma divisão na direita; entenda appeared first on InfoMoney.
