Selic em 15%: curso gratuito ensina como aproveitar ao máximo a alta do juros

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A última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), realizada nesta quarta-feira (17), manteve a taxa Selic em 15% ao ano. No entanto, já há no mercado a expectativa de que os cortes nos juros comecem nos próximos meses.

Diante desse cenário, os olhos se voltam naturalmente para os investimentos em renda fixa.

Afinal, é fundamental estar atento aos ativos financeiros que podem se destacar, além de compreender os riscos de ser pego desprevenido e saber como evitar prejuízos causados pelas oscilações da taxa Selic.

Renda fixa só é uma boa oportunidade com a Selic alta?

Não apenas. De acordo com João Baptista Peixoto Neto, CEO da Ouro Preto investimentos, embora a Selic alta seja tradicionalmente favorável para a renda fixa pós-fixada, que acompanha a taxa básica de juros, há vantagens claras mesmo quando há expectativa de queda.

“Com a Selic em queda, muitos investidores passam a olhar para os títulos prefixados e os atrelados à inflação, como o Tesouro IPCA+. Isso porque, ao travar hoje uma taxa prefixada ou uma taxa real, o investidor garante ganhos maiores caso os juros continuem recuando”, explica Neto.

Ou seja, como a Selic ainda está alta, pode ser vantajoso garantir taxas fixas (prefixadas) ou reais (IPCA+) para se proteger contra possíveis quedas da taxa no futuro.

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Se a Selic cair antes do vencimento do investimento, como isso afeta o rendimento?

Portanto, com a expectativa da taxa básica de juros começar a cair no fim do ano ou começo de 2026, diversos investidores ficam na dúvida de como esse fator pode afetar o retorno financeiro dos ativos.

Desse modo, o CEO explica como funciona cada tipo de produto da Renda Fixa.

Nos investimentos pós-fixados, a rentabilidade cai automaticamente junto com a Selic, já que estão atrelados a ela.

Nos prefixados, quem comprou antes da queda garante um rendimento maior do que o mercado paga depois.

Em títulos de longo prazo, o valor de mercado do papel pode subir, porque juros mais baixos aumentam a atratividade desses ativos.

“No geral, a Selic caindo é boa notícia para quem já tem prefixado ou IPCA+, mas reduz o ganho de quem está só em pós-fixado”— afirma Peixoto Neto

Renda fixa pós e prefixada: quando e como escolher

Para o especialista, a escolha entre Renda Fixa pós-fixada, prefixada ou híbrida depende muito da expectativa sobre o comportamento da Selic e de fatores macroeconômicos.

Se existe a expectativa de que os juros caiam: os prefixados e IPCA+ são mais vantajosos;

Se a tendência for de alta ou incerteza sobre a Selic: pós-fixados são mais seguros, pois “acompanham a Selic” e evitam que o investidor fique com taxas defasadas.

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De olho nos híbridos

E nesses momentos de incertezas sobre o aumento ou a queda da Selic, os títulos híbridos, como o Tesouro IPCA+, por exemplo, podem ser alternativas.

“Afinal de contas, esses ativos combinam uma taxa fixa com variação da inflação, oferecendo proteção se a Selic cair (garantindo retorno real) e proteção se a inflação subir”, explica.

Peixoto Neto também destaca os FIDCs (Fundos de Investimento em Direitos Creditórios).

“Com juros em queda, investidores buscam alternativas que combinem rendimento superior ao CDI e diversificação. E os FIDCs cumprem esse papel, pois permitem acesso a recebíveis de empresas, oferecendo prêmios muitas vezes acima da Renda Fixa tradicional”

Estratégias para não ‘sofrer’ com as alterações da Selic

Mas, claro, é possível reduzir possíveis perdas tanto com a queda quanto com o aumento da taxa básica de juros.

De acordo com o CEO da Ouro Preto, algumas boas práticas são:

Diversificar a carteira de investimentos, combinando pós-fixados, prefixados, títulos IPCA+ e até FIDCs;

Manter parte da carteira posicionada para se beneficiar da taxa alta e outra parte preparada para uma eventual queda da Selic;

Considerar o horizonte de tempo, ou seja, quanto tempo você pretende deixar o dinheiro aplicado;

Avaliar o cenário macroeconômico, levando em conta a inflação, a situação fiscal e as condições externas, já que esses fatores influenciam significativamente os retornos, e não apenas o movimento da taxa Selic.

Por fim, Peixoto Neto alerta que a Selic é apenas um dos fatores que influenciam os investimentos.

“O cenário fiscal, a inflação e as condições externas também pesam. Por isso, o investidor deve pensar em horizonte de tempo, diversificação e em como equilibrar risco e retorno. Selic mais baixa não significa abandonar a renda fixa, mas sim ajustar a estratégia para capturar as melhores oportunidades no novo ciclo de juros”, conclui.

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