Há alguns dias, o mercado já acompanha a movimentação negativa da Petrobras (PETR3; PETR4). Na sessão desta terça-feira, a queda se mantém e PETR3 perde 1,92%, a R$ 33,37, enquanto PETR4 perde 1,95%, a R$ 31,18, às 12h20 (horário de Brasília). Após ressalvas do Ibama para aprovação da licença para exploração da Margem Equatorial e possível impacto da reestruturação da Braskem, a petroleira hoje reage à queda no preço do petróleo. Entre os contratos do petróleo, o Brent cai cerca de 1,38%, a US$ 67,03, enquanto o WTI recua 1,75%, a US$ 62,34. A commodity encerrou a sessão desta segunda-feira, 29, em queda de mais de 3%, após relato de que a Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados (Opep+) estaria preparada para ampliar a oferta e também depois uma proposta norte-americana para cessar-fogo na guerra na Faixa de Gaza.Impacto de BraskemNa segunda, os papéis da petroleira acompanharam forte queda papéis da Braskem (BRKM5) perderam quase 4% na sessão, após recuo de mais de 40% só em 2025. A petroquímica pode estar se preparando para uma reestruturação mais ampla de sua dívida. Em relatório sobre a possível reestruturação da Braskem, analistas do BTG destacam o impacto para a Petrobras. A petroleira poderia injetar capital para manter até 49% de participação, em um cenário no qual há conversão de dívida em capital próprio no balanço da Braskem, sem deságio. A análise ressalva que não considerou diferenças entre as classes de ações. “Se 25% da dívida da Braskem (US$ 1,7 bilhão) fosse convertida em capital próprio, a Petrobras precisaria igualar esse valor com uma injeção adicional de US$ 1,7 bilhão para evitar diluição. Sob essa estrutura, a alavancagem da Braskem cairia para 2,6 vezes a dívida líquida sobre o lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações (Ebitda, na sigla em inglês) até 2026, criando espaço para se beneficiar caso os spreads melhorem à medida que o ciclo se estabilize”, afirma o relatório.A análise afirma ainda que o dividend yield da Petrobras poderia cair cerca de 0,8 pontos percentuais, para 8,2%, se a hipótese de capitalização se tornasse realidade. “A Petrobras precisaria continuamente acompanhar qualquer conversão de dívida com capital fresco para preservar sua participação, o que impactaria diretamente o retorno aos acionistas”, afirma. Quedas sucessivas As ações da petroleira já vem de dias de queda com a aprovação do teste realizado no processo de pedido de autorização para o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) para exploração do bloco FZA-M-59, na Margem Equatorial. Apesar da aprovação do órgão ambiental federal, divulgada na quarta (24), também foram solicitados ajustes para concessão de licença final à petroleira. O teste foi concluído em 27 de agosto e é considerado pela Petrobras como o último passo antes que o Ibama decida se concederá a licença de perfuração. A perfuração na região é um dos maiores projetos em curso para a Petrobras e a petroleira já protocolou resposta para o Ibama na própria sexta-feira (25). The post Ações da Petrobras caem forte acompanhando queda do preço do petróleo appeared first on InfoMoney.
