O consórcio RIOGaleão, formando pela gestora brasileira Vinci Compass e pela Changi, de Cingapura, a espanhola Aena e a suíça Zurich entregaram propostas para o leilão de repactuação do Galeão, que acontece no próximo dia 30, na B3, em São Paulo. A entrega dos envelopes com os lances aconteceu nesta terça-feira, também na B3.O governo espera arrecadar R$ 1,5 bilhões com o leilão. A outorga mínima é de R$ 932 milhões, segundo o edital.No mercado, a participação da Aena e da Zurich era dada como certa. A Aena já tem a concessão do aeroporto de Congonhas, em São Paulo, e poderia criar incentivos para ponte-aérea Rio-São Paulo, uma das rotas mais movimentadas do país.A Zurich, por outro lado, já tem um escritório no Rio. Para ela, a recuperação do movimento de passageiros no Galeão, além do anúncio da Gol como base internacional da companhia naquele terminal, também é um novo estímulo. A suíça já administra os aeroportos de Florianópolis, Vitória, Natal e Macaé (RJ).Quem vencer o leilão terá o controle da operação do aeroporto, já que os 49% de participação da Infraero serão eliminados. No consórcio RIOGaleão, a Vinci Compass tornou-se a controladora após ter comprado participação da Changi. Atualmente possui 70% da RIOGaleão, enquanto a Changi ficou com 30%. Caso a RIOGaleão mantenha a concessão, vencendo o leilão, a Vinci Compass terá fatia de 85% enquanto a Changi ficará com 15%.Leia tambémCasas Bahia detalha novo plano estratégico no Investor Day; entenda reação do mercadoPlano estratégico foca em categorias essenciais e otimização da estrutura de capital, mas analistas ainda não estão totalmente confiantesO novo vencedor permanecerá responsável pela operação até 2039.O Galeão fez parte das primeiras rodadas de concessão de aeroportos, em 2013, ainda no governo Dilma Rousseff. Com outorga mínima de R$ 4,8 bilhões, o terminal foi arrematado por R$ 19 bilhões pelo consórcio então formado por Odebrecht Transport e Changi. A Infraero ficou com 49% do terminal, na regra original.As projeções de movimentação de passageiros e receitas acabaram frustradas, e a outorga oferecida ficou caravdemais. Em 2017, a Changi comprou a parte da Odebrecht no negócio. A situação do aeroporto tinha se agravado com a crise econômica e a pandemia piorou o cenário.Entre as principais alterações neste leilão de repactuação estão a transformação da outorga anual fixa em variável, conforme o faturamento do aeroporto, e desobrigação de fazer investimentos pesados, como construção de uma nova pista.The post Aena, Zurich e RIOGaleão vão disputar leilão do aeroporto Galeão appeared first on InfoMoney.
