Após julgamento, oposição tenta acelerar luta por anistia para salvar Bolsonaro

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Com o revés sofrido no julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF), que decidiu pela condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro e outros sete réus a uma pena de prisão por tentativa de golpe, a tropa bolsonarista no Congresso acelera os passos para tentar aprovar um projeto de anistia. Embora ainda não exista confirmação, há uma expectativa de que o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, vá a Brasília na segunda-feira para fortalecer as negociações com o PL e parlamentares de partidos do centrão. O governador já disse repetidas vezes que, se eleito presidente, seu primeiro ato após a posse seria o indulto a Bolsonaro. As falas foram entendidas como um movimento para conquistar o eleitorado bolsonarista e o apoio do próprio ex-presidente na hipóteses de Tarcísio disputar as eleições. O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), não se manifestou após o julgamento, mas interlocutores ligados a ele dizem que o deputado pode colocar a urgência da anistia em pauta já na próxima semana.Leia também: STF marca para o dia 23 homologação da ata do julgamento que condenou BolsonaroSegundo o líder da oposição na Câmara, deputado Coronel Zucco (PL-RS), começa agora um novo capitulo em busca da liberdade dos presos do 8 de janeiro, do presidente Jair Bolsonaro e da luta pela anistia. “Esta batalha no STF, nós perdemos. Mas nós não perdemos a guerra. Ele pode não ser liberado amanhã ou depois, mas ele será. A anistia será pautada. O Brasil, o Congresso e o mundo estão atentos”, afirmou. Já o deputado federal Sanderson (PL-RS) disse que agora o julgamento é pagina virada e repete que o trabalho vai ser voltado a aprovar a anistia no parlamento. “O ministro Alexandre de Moraes registrou que anistia e indulto não cabem para ataques à democracia. Ele está muito equivocado. A Constituição diz que são inafiançáveis e imprescritíveis ataques à democracia, mas não fala em anistia, indulto nem graça”, argumentou. Durante o julgamento, Moraes firmou que não cabe indulto e nem anistia em crimes contra a democracia, já adiantando que o STF pode frear eventuais saídas articuladas pelo Congresso. O deputado Sanderson repetiu que já tem mais de 270 assinaturas para o requerimento de urgência, ou seja, já tem número necessário para aprovação no plenário da Câmara. Segundo ele, é só uma questão de votar a anistia ampla, geral e irrestrita para os injustiçados políticos. Ele acrescentou ainda que “uma pena de 27 anos em regime fechado [a definida para Bolsonaro] indica, sim, que o parlamento brasileiro vai ter que agir dentro da Constituição para tratar da anistia e evitar este absurdo que presenciamos no STF.” Ele ainda classificou o julgamento como farsa processual. Já o deputado Evair Vieira de Melo (PP-ES) afirmou que a Justiça perseguiu, julgou e prendeu Bolsonaro, mas agora o caso será resolvido na política.O líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcate (RJ) divulgou uma longa nota após o julgamento. Em um dos trechos ele afirma: “só há um caminho para reconstruir o país: a anistia”. Nessa nota, ele alegou que essa anistia não será uma concessão política, mas como compromisso com a paz. “Um país não pode viver em guerra eterna contra si mesmo. A anistia não ignora os erros. Ela os reconhece e, ainda assim, opta por reconciliar. Ela abre a porta para o perdão, a estabilidade institucional e a pacificação nacional.”Ainda segundo a nota de Sóstenes, “o Parlamento não assistirá calado à derrocada das liberdades. A Câmara dos Deputados tem o dever de se levantar em defesa do Estado Democrático de Direito, do equilíbrio entre os Poderes e da vontade soberana do povo brasileiro.”The post Após julgamento, oposição tenta acelerar luta por anistia para salvar Bolsonaro appeared first on InfoMoney.

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