Em um cenário de fragmentação da direita, contando com Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP) disputando o eleitorado da direita, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) levaria vantagem em uma disputa de eventual primeiro turno. Os dados constam da nova rodada da pesquisa AtlasIntel Bloomberg, divulgada nesta quarta-feira (21), que testou a hipótese de dois candidatos competitivos disputando o mesmo campo político.No cenário ampliado, Lula aparece com 48,4% das intenções de voto no primeiro turno, contra 28% registrados pelo senador. Tarcísio aparece em terceiro lugar na disputa, com 11% das intenções de voto, indicando assimetria na capacidade de herdar o capital político do bolsonarismo. A simulação considera a entrada simultânea do senador Flávio Bolsonaro e do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, em uma disputa direta pelo eleitorado conservador. Embora ainda distante do calendário formal, o cenário reflete movimentos recentes nos bastidores, em que aliados de Tarcísio avaliam uma candidatura própria, mesmo sem o endosso explícito do ex-presidente Jair Bolsonaro.RecortesOs cruzamentos regionais mostram que o melhor desempenho de Flávio ocorre no Norte, entre eleitores de 35 a 44 anos. Nesse grupo, há empate técnico com o presidente, com 34% para Lula e 32,7% para o senador, dentro da margem de erro da pesquisa. Trata-se do único recorte em que a distância entre os dois se reduz de forma relevante.No critério educacional, Flávio também apresenta desempenho superior ao de Lula entre eleitores com até o ensino médio. Nesse segmento, o senador registra 37,2% das intenções de voto, contra 35,8% do petista. Já no recorte de renda, o senador cresce entre eleitores que ganham entre R$ 2 mil e R$ 3 mil, mas segue atrás de Lula, que soma 43,5%, ante 35,8% de Flávio.Entre os evangélicos, Flávio Bolsonaro abre vantagem mais expressiva. O senador alcança 43,3% das intenções de voto nesse grupo, enquanto Lula marca 24,8%. Ainda assim, a pesquisa sugere que esse apoio não se traduz, por ora, em liderança consolidada no campo conservador. A ausência de manifestações públicas de grandes lideranças evangélicas em favor de Flávio é vista como um limitador para sua capacidade de unificação eleitoral, apesar da disposição ao diálogo com setores do segmento.A herança direta do bolsonarismo também aparece de forma desigual na simulação. Entre os eleitores que afirmam ter votado em Jair Bolsonaro em 2022, 59,2% dizem que votariam em Flávio em 2026. Apenas 21,1% migrariam para Tarcísio em um cenário de disputa direta entre os dois, o que reforça a leitura de que a fragmentação da direita tende a favorecer Lula no primeiro turno, ao reduzir a concentração de votos em um único adversário competitivo.A pesquisa AtlasIntel Bloomberg ouviu 5.418 eleitores entre 15 e 20 de janeiro, com margem de erro de 1 ponto percentual e nível de confiança de 95% The post AtlasIntel: Flávio herda base de Bolsonaro e deixa Tarcísio com só 21% do eleitorado appeared first on InfoMoney.
