A corrida pelo governo de São Paulo em 2026 combina liderança consolidada de Tarcísio de Freitas (Republicanos) com sinais de vulnerabilidade em segmentos que costumam influenciar o resultado final. Pesquisa Atlas/Estadão, divulgada nesta segunda-feira (3) indica o governador à frente de Fernando Haddad (PT), mas com perdas relevantes em faixas específicas do eleitorado.No cenário de primeiro turno com apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao ex-ministro, Tarcísio registra 49,1% das intenções de voto, contra 42,6% de Haddad. A diferença coloca o atual governador próximo de uma vitória direta, mas em um ambiente competitivo, já que candidatos associados ao governo federal mantêm patamar semelhante de desempenho.A vantagem de Tarcísio se ancora em uma base mais ampla e distribuída, especialmente entre homens e nas faixas de renda mais baixa. Entre eleitores masculinos, ele abre margem consistente sobre Haddad, enquanto entre mulheres há equilíbrio, o que reduz a folga no agregado.Leia tambémLula monta chapa de centro para o Senado em SP em busca das duas vagas em disputaPresidente se mostrou otimista em emplacar duas vagas no Senado, mas o PT só elegeu dois senadores aliados no estado em eleições alternadasA leitura por idade indica um cenário fragmentado. Haddad lidera entre jovens de 16 a 24 anos e também entre eleitores com 60 anos ou mais, dois grupos com padrões de participação distintos, mas potencial de influência em momentos decisivos da campanha. Tarcísio, por sua vez, concentra força nas idades intermediárias, com destaque para o grupo de 45 a 59 anos, onde registra sua maior vantagem.O recorte de renda e escolaridade reforça a divisão do eleitorado. O governador mantém desempenho mais forte entre quem ganha até R$ 10 mil mensais e entre eleitores com menor nível de instrução. Haddad aparece à frente entre os mais ricos e os mais escolarizados, o que sugere um eleitorado mais restrito, porém com maior capacidade de engajamento político e influência em ambientes urbanos.A segmentação religiosa amplia a assimetria. Tarcísio tem vantagem expressiva entre evangélicos, enquanto Haddad mantém competitividade maior em nichos menos religiosos e na capital. Esse padrão ajuda a explicar o desempenho regional. O petista lidera apenas na cidade de São Paulo, enquanto o governador domina o interior, onde constrói sua principal margem.A presença de Kim Kataguiri no cenário também altera a dinâmica entre os mais jovens. Com 23,7% nesse grupo, ele reduz o espaço de crescimento de Tarcísio e fragmenta o voto de direita em um segmento estratégico.O desenho geral indica que Tarcísio parte de uma posição favorável, sustentada por capilaridade territorial e base popular mais ampla. Haddad, por outro lado, concentra apoio em segmentos específicos que tendem a ser mais mobilizados politicamente. A evolução da disputa dependerá da capacidade de cada campanha em expandir além de seus núcleos atuais, sobretudo em um cenário em que a margem agregada não elimina o risco de segundo turno.A pesquisa AtlasIntel entrevistou 2.254 pessoas, entre os dias 24 e 27 de março. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral pelo número SP-00899/2026.The post AtlasIntel: Vantagem de Tarcísio convive com perda em segmentos estratégicos appeared first on InfoMoney.
