Atleta paralímpica diz como esporte mudou sua vida e comenta frustração pós-Rio 2016

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Conteúdo MAG SegurosDesde pequena, Raissa Machado teve que lidar com os próprios medos e rejeições. “Eu sempre colocava defeito na minha deficiência, nas minhas pernas, na minha cor, no meu cabelo. A rejeição era muito forte”, conta a atleta paralímpica, que nasceu com má-formação congênita nos membros inferiores. A mãe, apesar das dificuldades, nunca perdeu a fé. “Ela só queria que eu saísse de casa, queria que eu vivesse. Acho que nem ela imaginava que eu me tornaria atleta.”Leia mais: Saúde mental deve ser prioridade no trabalho, alerta influencer Thalita JesusHoje, aos 29 anos, Raissa tem na prateleira as medalhas de prata nos Jogos Paralímpicos de Tóquio 2020 e Paris 2024, e o recorde mundial de lançamento de dardo. Ela também é embaixadora da Nescau, SBT e da MAG Seguros. “Através do esporte, eu pude transformar não só a minha vida, mas a vida da minha família, da minha mãe e dos meus irmãos, e a vida de pessoas que estão em volta de mim”, diz. Leia também: Seguro bancou meu tratamento e aliviou as contas, diz paciente com síndrome raraNascida na Bahia e criada em Minas Gerais, Raissa conta, em entrevista ao videocast Zona Segura, da MAG Seguros, que o caminho não foi fácil nem linear. No início, ela nem queria ser atleta. O objetivo era estudar Direito e se tornar delegada. “Nunca imaginei que um dia poderia ser lançadora de dardos e recordista mundial”, comenta. Raissa Machado em entrevista ao videocast Zona Segura (Reprodução/YouTube MAG)Do baque ao recordeO primeiro contato com o esporte ocorreu por intervenção de professores de educação física que enxergaram nela potencial para além das limitações. O lançamento de dardo entrou em sua vida quase que por acaso. Começou na ginástica e dança, inspirada por figuras como Daiane dos Santos, e depois foi apresentada ao atletismo paralímpico. Seu treinador, percebendo um “brilho especial”, a incentivou incessantemente apesar da relutância inicial.Raissa enfrentou momentos de frustração, especialmente após os Jogos Paralímpicos Rio 2016. “Eu sempre subia no pódio, mas naquele ano fiquei em sexto lugar. Foi um baque, chorei muito, queria desistir”, lembra. O apoio da família, especialmente da mãe, e a insistência de seus treinadores a fizeram seguir em frente. “Foi um processo de reconciliação comigo mesma, aprender a confiar no meu talento e no meu trabalho.”O CPB (Comitê Paralímpico Brasileiro) a procurou e a incluiu em seus projetos, oferecendo suporte financeiro e motivacional. Para a atleta, sua força de vontade e disciplina foram essenciais para retomar o caminho do sucesso. Leia mais: Mercado de seguros deve crescer 8,5% em 2025Raissa quase bateu o recorde das Américas de 21,20 metros, alcançando 21,11 metros no lançamento de dardo — um avanço impressionante em relação ao início do treino, quando lançava 15 metros. Em março de 2022, na primeira fase do Circuito Nacional Paralímpico de Atletismo, em São Paulo, ela estabeleceu um novo recorde mundial do lançamento de dardo com a marca de 24,80 metros. Hoje, combinando dedicação ao esporte e cuidado com a saúde mental, Raissa busca a medalha de ouro nas próximas Paralimpíadas, confiante em seu preparo físico e emocional. “A mente é 100% e o corpo 50%. Se eu chegar com a cabeça a 99%, estarei pronta”, conclui. Tem alguma dúvida sobre o tema? Envie para leitor.seguros@infomoney.com.br que buscamos um especialista para responder para você!The post Atleta paralímpica diz como esporte mudou sua vida e comenta frustração pós-Rio 2016 appeared first on InfoMoney.

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