Bolsa vive “maior assimetria da história”, diz gestora; entenda a tese da Apex

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A Apex Capital, gestora fundada em 2011, vê o momento atual da Bolsa brasileira como uma das maiores oportunidades já registradas, com alto potencial de valorização. Para Fábio Spínola, sócio da Apex, o cenário de juros reais elevados, combinado a múltiplos baixos, cria uma janela de oportunidades que a casa considera “a maior assimetria da história”.No entanto, a casa mantém cautela com ações específicas, como a Embraer (EMBR3), que, apesar de resultados robustos e boa geração de caixa, enfrenta riscos políticos e tarifários que podem afetar seu desempenho.“Talvez o principal risco da pessoa física hoje seja não ter nada de Bolsa.”— Paulo Weikert, sócio da ApexDurante participação no podcast Stock Pickers, apresentado por Lucas Colazzo, ele disse que o potencial de alta dos ativos listados é muito superior ao de queda, enquanto a margem de segurança em diversas teses é elevada.Leia tambémBanco do Brasil está no radar, mas não por agora; saiba a estratégia da Apex CapitalGestora vê múltiplos atrativos no setor bancário e aposta em retorno consistente no longo prazo, enquanto mantém distância de setores dependentes do cenário global.Embraer: bons números, múltiplo alto e risco políticoFábio Spínola, também sócio da Apex, destacou que a Embraer atravessa um momento operacional muito positivo, com margens acima do esperado, especialmente pela expansão da linha de defesa KC-390 — cujas vendas internacionais oferecem rentabilidade superior à inicial, quando o programa foi financiado pela Força Aérea Brasileira (FAB).Mesmo assim, ele alerta para o risco de tarifas de importação dos EUA voltarem a patamares mais elevados, caso haja instabilidade política no Brasil. “Você está no meio de uma guerra tarifária, numa questão política entre Brasil e Estados Unidos. Será que esses 10% de tarifa não voltam para os 50% porque o Bolsonaro foi preso? Isso traz mais risco para a tese.”— Fábio Spínola, sócio da ApexOutro ponto de atenção é o preço: a ação já negocia a 10 vezes EBITDA, contra 5 ou 6 vezes quando a gestora iniciou posição. Hoje, a Apex mantém apenas uma fatia residual do papel, encarando-o mais como ativo de “carrego” do que de forte valorização.Leia mais: IA, robótica e energia limpa: China lidera corrida global e Brasil pode ser aliadoE também: Bolsa, ações, fundos e renda fixa: saiba o cenário traçado pela XP Asset para agostoIRB (IRBR3) entra no radar como aposta fora do consensoEntre as preferências atuais, Weikert citou o IRB Brasil (IRBR3), que, após anos de dificuldades e aumentos de capital, vem passando por um turnaround sob nova gestão. “Desde 2022, com o novo CEO e reforço na área de subscrição, a empresa melhorou a sinistralidade e a receita financeira. Está crescendo o lucro e negociando a cinco vezes o resultado projetado para 2026.”— Paulo Weikert, sócio da ApexA expectativa é que, com excesso de capital, a resseguradora aumente a distribuição de dividendos, podendo chegar a pagamentos entre 12% e 15% do valor de mercado nos próximos anos. “É algo bastante interessante, com uma simetria bem positiva na nossa opinião”, completou.“Nem ferrando que eu vou perder esse Bull Market”O clima de otimismo não é exclusividade da Apex. Colazzo relatou conversa com outro gestor que resumiu o sentimento atual: “Nem ferrando que eu vou perder esse próximo Bull Market”. Na visão de Weikert, mesmo em um cenário de juros altos e desafios macroeconômicos, muitas empresas brasileiras vêm melhorando a qualidade operacional, quebrando resistências e sobrevivendo.Para a Apex, a abundância de caixa na renda fixa e a recomposição de posições na Bolsa podem gerar um movimento relevante. “Tem um potencial gigantesco e uma simetria muito grande. Podemos ir para ações de qualidade que vão subir muito ou para as mais focadas no mercado doméstico. A escolha é ampla.”— Paulo Weikert, sócio da ApexOs sócios da Apex Capital, Fábio Spínola e Paulo Weikert, participaram do Stock Pickers, apresentado por Lucas Collazo. (Imagem: Reprodução You Tube)Infraestrutura e dividendos gordos no radarNo setor de infraestrutura, Spínola vê oportunidades em ativos com receita indexada à inflação e retorno real elevado. Ele citou a Copel (CPLE6), que hoje oferece taxa de retorno de quase 13% e pode pagar dividendos na casa de 11% nos próximos anos — níveis superiores aos praticados por empresas similares.“Só por esperar o tempo passar e ela começar a pagar dividendo, pode acontecer uma valorização expressiva. O investidor que compra Banco do Brasil pelo dividendo de 11% pode migrar para Copel.”— Fábio Spínola, sócio da ApexThe post Bolsa vive “maior assimetria da história”, diz gestora; entenda a tese da Apex appeared first on InfoMoney.

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