Bolsonaro fez pedido ‘direto’ para que Motta e Alcolumbre pautem anistia, diz Flávio

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Após visitar o pai na superintendência da Polícia Federal na manhã desta terça-feira (25), o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou que o ex-presidente Jair Bolsonaro pediu diretamente aos presidentes da Câmara e do Senado, Hugo Motta (Republicanos-PB) e Davi Alcolumbre (União-AP), para pautar o projeto de anistia.Em conversa com jornalistas, Flávio destacou: “[Ele] pediu que a gente insistisse, que conversasse com o presidente Hugo Motta e com o presidente Davi Alcolumbre, que o que nós pedimos para eles, por ocasião inclusive das eleições nas Casas, era a colocação em pauta do projeto de anistia. Então fica aqui, mais uma vez, um pedido direto dele.”Leia tambémCarlos Bolsonaro diz que pai não deve antecipar decisão sobre 2026, apesar de pressãoVereador disse ainda acreditar que o ex-presidente irá conseguir disputar as eleições do ano que vemBolsonaro, Ramagem e Torres não recorrem e Moraes pode decretar cumprimento de penasDecisão de Bolsonaro de não apresentar novos embargos aproxima etapa em que Moraes pode definir se encerra a fase recursalO senador teve permissão para visitar Jair Bolsonaro por 30 minutos no local onde o ex-presidente está preso desde sábado (22), após tentar romper a tornozeleira eletrônica e apresentar risco de fuga.Flávio relatou que Bolsonaro teve uma crise de soluço na noite anterior e precisou de ajuda dos agentes. Ele também comentou que o pai está indignado e inconformado com a “perseguição” que vem sofrendo. “Ele disse: ‘O que eu fiz para estar aqui? Meu governo fez uma transição tranquila’”, contou.O senador questionou ainda a decisão da Polícia Federal de não permitir que a família do ex-presidente levasse comida para Jair, conforme a dieta prescrita por seus médicos. Flávio lembrou o temor do pai em ingerir alimentos de origem desconhecida, com receio de que “pudessem fazer alguma coisa com ele”.“Ele não está desconfiando dos policiais, mas não sabe a origem da comida até chegar à mesa dele. Qual é o trajeto que faz? Por quantas mãos passa?”, indagou.Após a prisão, Flávio Bolsonaro e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro foram cotados como possíveis porta-vozes do ex-presidente. Em reunião promovida pelo Partido Liberal na segunda-feira, o senador foi escolhido como intermediador.A prisãoNa decisão que decretou a prisão preventiva de Bolsonaro no sábado, o ministro Alexandre Moraes apontou que a convocação de uma vigília de apoiadores do ex-presidente pelo senador Flávio Bolsonaro, prevista para a noite de sábado, somada à violação da tornozeleira, configuravam “gravíssimos indícios da eventual tentativa de fuga do réu Jair Messias Bolsonaro”.A decisão foi mantida por unanimidade em julgamento virtual da Primeira Turma do STF nesta segunda-feira (24).O relator da ação penal da trama golpista citou a violação da tornozeleira como um dos indícios de que o ex-presidente planejava uma fuga, que poderia ocorrer durante a aglomeração de apoiadores nas imediações da residência de Bolsonaro. O ex-presidente estava preso preventivamente em sua casa, em Brasília, desde 4 de agosto, por descumprir medidas cautelares impostas, como a proibição de gravar vídeos para apoiadores e de usar redes sociais, mesmo que indiretamente.No domingo (23), Bolsonaro afirmou, durante audiência de custódia no STF, que teve uma alucinação de que havia uma escuta em sua tornozeleira eletrônica e uma “certa paranoia” que o motivaram a danificar o equipamento com um ferro de solda. Ele disse que agiu sozinho e que o equipamento usado já estava em sua casa. Ao final do depoimento, a prisão preventiva foi mantida.Além disso, Jair Bolsonaro relatou a seus médicos ter tido um quadro de “confusão mental e alucinações” na noite de sexta-feira.Ainda na noite de sábado, essa versão foi reforçada pela deputada federal Bia Kicis (PL-DF). “Ele começou a ouvir um barulho vindo da tornozeleira. Achou estranho, pensou que pudesse haver uma escuta, então a abriu. Ele poderia ter cortado a alça, mas não tentou tirar”, relatou a parlamentar nas redes sociais.Em boletim anexado à manifestação da defesa ao STF para explicar a violação da tornozeleira, os médicos do ex-presidente afirmam que o episódio pode ter sido resultado do efeito colateral da Pregabalina, medicamento receitado a Bolsonaro pela médica Marina Pasolini, que não integra a equipe que cuida do ex-presidente.No documento, os médicos Claudio Birolini e Leandro Echenique explicam que o quadro foi “possivelmente induzido pelo uso da Pregabalina, receitada por outra médica, com o objetivo de otimizar o tratamento, porém sem o conhecimento ou consentimento” da equipe médica do ex-presidente.A Pregabalina é um remédio anticonvulsivante e modulador de dor neuropática. No boletim, os médicos destacam que “esse medicamento apresenta importante interação com os medicamentos que ele (Bolsonaro) utiliza regularmente para tratamento das crises de soluço (Clorpromazina e Gabapentina) e tem como efeitos colaterais reconhecidos alterações do estado mental, como confusão mental, desorientação, coordenação anormal, sedação, transtorno de equilíbrio, alucinações e transtornos cognitivos”.Os médicos ressaltam que o uso da Pregabalina foi “suspenso imediatamente, sem sintomas residuais neste momento” e que realizarão avaliações periódicas no ex-presidente.The post Bolsonaro fez pedido ‘direto’ para que Motta e Alcolumbre pautem anistia, diz Flávio appeared first on InfoMoney.

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