Bom humor externo e IPCA no Focus animam Ibovespa antes de agenda ganhar força

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O bom humor internacional estimula alta do Ibovespa. Os investidores avaliam positivamente o tom apaziguador do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, depois de o republicano ter anunciado uma tarifa de 100% à China, a partir de 1º de novembro, na sexta-feira.Em reação a este sinal do republicano, os índices das bolsas em Nova York e na Europa de maneira firme, acima de 1%, assim como o petróleo. O minério de ferro fechou com valorização de 1,13% em Dalian, na China.Leia tambémIbovespa Ao Vivo: Bolsa sobe com exterior, após Trump baixar tom com ChinaBolsas dos EUA avançam até 2% após Trump moderar discurso sobre China Minério sobe com dados otimistas superando peso de nova tensão comercial EUA-ChinaAs cotações foram sustentadas por embarques menores dos principais fornecedores de minériosDesta forma, a alta na carteira teórica do Ibovespa é quase generalizada. De 82 papéis, oito caíam às 11h10. As duas maiores quedas eram do Grupo Pão de Açúcar (PCAR3; -2,02%), após recentes ganhos, e Raízen (RAIZ4; -1,15%). A companhia afirmou que não está considerando qualquer forma de reestruturação de dívida ou pedido de recuperação judicial ou extrajudicial. Já o GPA anunciou a eleição de André Coelho Diniz como presidente do Conselho de Administração, decisão unânime do colegiado.Leia tambémCoelho Diniz é eleito presidente do conselho do GPA (PCAR3)Grupo também aprovou, por maioria de votos a eleição de Edison Ticle de Andrade Melo e Souza Filho, diretor de finanças da exportadora de carne bovina Minerva FoodsRaízen diz não considerar qualquer forma de reestruturação de dívida ou pedido de RJA companhia afirma que mantém posição robusta de caixa, com R$15,7 bilhões em disponibilidades ao final do primeiro trimestre da safra 2025/26Segundo Silvio Campos Neto, economista sênior e sócio da Tendências Consultoria, o desempenho dos ativos reflete uma correção parcial após o estresse na sexta-feira. As bolsas norte-americanas fecharam em queda, influenciando o Ibovespa, e o dólar subiu para a faixa de R$ 5,50, contaminando os juros futuros.Leia tambémApós a tempestade, a calmaria? JPMorgan alerta contra otimismo com alívio de TrumpJPMorgan prevê até US$ 30 bilhões em vendas automáticas de ações, enquanto bancos projetam dias de volatilidade e cautela após o recuo de Trump sobre a ChinaMercado vive gangorra com tensão EUA X China: “Latido de Trump é pior que a mordida”Após ameaçar tarifas de 100% sobre a China, presidente dos EUA adota tom conciliador e impulsiona bolsas; investidores seguem atentos a sinais de trégua“Aparam os excessos, mas não é algo garantido de que trará de volta o ambiente mais tranquilo das últimas semanas”, avalia Campos Neto. Segundo o economista sênior da Tendências, o posicionamento de Trump serve para o mercado relembrar que a qualquer momento o republicano pode mudar de ideia. “É uma figura pouco previsível.”Entre as poucas divulgações desta segunda-feira, está a pesquisa Focus, com novo alívio em algumas estimativas para a inflação brasileira. Ao longo da semana, sairão dados de atividade no Brasil, como vendas no varejo, volume de serviços e IBC-Br.No exterior, serão informados o Livro Bege nos EUA e dados da inflação chinesa. Além disso tem as reuniões anuais de Primavera do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco Mundial. O encontro começa nesta segunda-feira e segue até sábado, em Washington. Ainda tem início a temporada de balanço do terceiro trimestre de empresas norte-americanas. Ao mesmo tempo, os mercados monitoram o cessar-fogo em Gaza e a liberação de reféns.Depois de o presidente norte-americano ter anunciado uma tarifa de 100% à China, ontem foi moderado em suas palavras. Trump afirmou que os EUA “querem ajudar a China, não prejudicá-la”, alegando que o presidente chinês, Xi Jinping, “apenas teve um momento ruim” ao impor restrições à exportação de terras raras. A China promete adotar medidas de retaliação se os Estados Unidos mantiverem as ameaças.Os investidores também continuam à espera de uma definição das medidas de compensação fiscal após a derrubada da MP, que trazia alternativas ao aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). Também acompanham os desdobramentos das negociações de tarifas entre o Brasil e EUA.Os mercados avaliam ainda a nova rodada de desaceleração em algumas projeções no Focus divulgado hoje. Os juros futuros brasileiros iniciaram a sessão em queda, apesar do fechamento do mercado de Treasuries, devido ao feriado pelo Dia de Colombo, nos EUA.O boletim trouxe que a estimativa para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) desde ano (de 4,80% para 4,72%) e de 2028 (de 3,70% para 3,68%). Além disso, a projeção mediana suavizada para o IPCA nos próximos 12 meses passou de 4,21% para 4,13%. Entretanto, a projeção para a taxa Selic prosseguiu em 15% para o fim de 2025 e em 12,25% no final do ano que vem.Leia tambémChina diz para Filipinas pararem com “provocação” após questão no Mar do Sul da ChinaA China e as Filipinas trocaram acusações no domingo sobre um confronto marítimo perto de Sandy Cay, um recife de coral dentro das Ilhas SpratlyBoletim Focus: analistas cortam novamente projeções para inflação em 2025A estimativa para o IPCA caiu de 4,80% para 4,72%Segundo Ricardo Trevisan Gallo, CEO da Gravus Capital, a boa notícia é a inflação, que o Focus trouxe nova desaceleração. Por outro lado, a cena política em Brasília continua sendo o principal ponto de atenção, alerta. “A votação da LDO é crucial e pode trazer volatilidade, especialmente com a queda de braço entre o governo e o Congresso. Qualquer sinal de aumento de risco fiscal vai pesar nos ativos”, avalia.A Comissão Mista de Orçamento (CMO) do Congresso adiou mais uma vez a votação do Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO), que estava marcada para terça-feira passada, foi transferida para amanhã.Entre os destaques no exterior cita a divulgação do PIB da China, na noite de domingo, “que vai ditar o humor dos mercados emergentes e de commodities”, completa Gallo.Na sexta-feira, o Índice Bovespa fechou em queda de 0,73%, aos 140.680,34 pontos, no menor nível de fechamento em pouco mais de um mês, diante de preocupações com tarifas globais e por temores fiscal no Brasil.Às 11h08, o Ibovespa subia 0,85%, aos 141.871,07 pontos, ante alta de 0,98%, na máxima aos 142.060,30 pontos. Iniciou a sessão na mínima em 140.681,77 pontos (elevação de 0,01%).Em Nova York, a maior alta era do índice Nasdaq, de cerca de 2%. Investidores ajustam posições enquanto monitoram desdobramentos das tensões entre EUA e China, após falas de Trump e do secretário do Tesouro, Scott Bessent, sugerirem que as negociações comerciais seguem em andamento.The post Bom humor externo e IPCA no Focus animam Ibovespa antes de agenda ganhar força appeared first on InfoMoney.

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