Brasil “queridinho” dos gringos e Nubank vira para compra; veja destaques da semana

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O Brasil segue como um dos destinos preferidos do capital estrangeiro, mesmo com a volatilidade elevada no cenário global. No acumulado do ano, os fluxos para ações à vista já ultrapassam R$ 50 bilhões, com R$ 8,9 bilhões entrando apenas em março. A combinação de valuations atrativos — o Ibovespa negocia a um P/L projetado de 9,3x, com desconto de 45% frente ao MSCI ACWI —, revisões de lucro para cima e baixo risco geopolítico coloca o mercado local em posição de destaque.Esse conteúdo faz parte da newsletter semanal Expert Drops; saiba mais e se inscreva!A XP manteve o valor justo do Ibovespa em 196 mil pontos e aponta fatores estruturais que sustentam o otimismo: a elevada exposição do EWZ ao setor de energia (17%), o ciclo eleitoral se aproximando e o espaço para valorização adicional assim que as tensões globais arrefecerem. Para quem ainda está fora, o momento pode ser de revisitar a exposição ao mercado brasileiro.Ibovespa fecha com leve alta e tem nova semana com ganhos acima dos 3%B3: Estrangeiros aportam R$ 11,7 bi em março e somam entradas de R$ 53 bi no 1º triXP ajusta carteiras de abril e reduz multimercado em todas as políticasA equipe de alocação da XP promoveu um movimento tático relevante para abril: corte de 2,5 pontos percentuais em fundos multimercado em todas as políticas de investimento. Na carteira Conservadora, o recurso migrou integralmente para renda fixa pós-fixada, priorizando previsibilidade em um ambiente de maior incerteza. Já nas políticas Moderada e Sofisticada, o ajuste abriu espaço para fundos listados e renda variável global.Na prática, o movimento reflete uma leitura mais cautelosa sobre os multimercados num cenário de ruídos geopolíticos persistentes, ao mesmo tempo em que mantém a exposição a ativos com potencial de valorização no médio prazo. Fundos listados — categoria que inclui FIIs e outros veículos negociados em Bolsa — ganham peso nas carteiras mais arrojadas.Como a guerra no Oriente Médio afeta a inflação em grandes economias? CompareNubank vira compra na XP: crescimento, valuation e macro jogam a favorA XP elevou a recomendação das units do Nubank (ROXO34) de neutra para compra, citando uma janela de entrada atrativa. A combinação de crescimento estrutural, maior visibilidade de resultados e múltiplos pouco exigentes foi decisiva para a virada de visão dos analistas. A fintech, que já consolidou sua base de clientes, agora tem catalisadores macro no horizonte.Para 2026, a expectativa é de expansão do crédito sustentada por um mercado de trabalho aquecido e pela reforma do imposto de renda, que deve ampliar a renda disponível das famílias. Mesmo em ritmo cauteloso, esse movimento favorece diretamente o modelo de negócios do Nubank — e a XP vê isso como gatilho suficiente para justificar o upgrade.EUA ajustam tarifa de produtos feitos com aço, alumínio e cobre importados para 25%Mercado Livre entra de vez no setor de farma no BrasilO Mercado Livre (MELI34) deu um passo concreto na expansão de seu ecossistema ao lançar operações próprias na categoria de farmácias no Brasil, utilizando a farmácia adquirida em São Paulo no ano passado. A movimentação era aguardada pelo mercado e foi apontada como uma evolução natural da aquisição — já estava no radar dos investidores, inclusive discutida em reunião com o CFO da Panvel (PNVL3).A entrada no segmento farmacêutico amplia o portfólio de categorias do MELI no país e acirra a disputa com players tradicionais do varejo de saúde. O movimento reforça a estratégia da companhia de dominar verticais de alta recorrência e margem, seguindo o caminho já traçado em categorias como eletrônicos e alimentos.Leia tambémTrump demite procuradora-geral Pam Bondi em meio a críticas sobre caso EpsteinPresidente anuncia saída da procuradora-geral na Truth Social e aponta descontentamento com condução de arquivos de Jeffrey EpsteinLula diz que Pix é do Brasil e não será modificado após relatório dos EUAMecanismo de pagamento brasileiro consta como uma das “principais barreiras de comércio” imposta aos interesses dos Estados Unidos em relatório produzido pelos EUAFIIs ganham força como proteção em meio à turbulência globalCom o estresse geopolítico colocando em xeque ativos mais correlacionados aos mercados internacionais, os Fundos de Investimento Imobiliário (FIIs) voltam ao centro do debate como instrumento defensivo. Ancorados em ativos reais e sensíveis principalmente a variáveis domésticas, esses fundos historicamente apresentam menor sincronia com os movimentos externos — uma característica valiosa em momentos como o atual.Além da resiliência, os FIIs seguem oferecendo distribuição mensal de rendimentos isentos de Imposto de Renda, provenientes de aluguéis de imóveis físicos ou de ativos financeiros do setor. A ressalva dos especialistas é a seleção criteriosa: nem todo fundo tem a mesma qualidade de portfólio, e a due diligence continua sendo etapa indispensável para o investidor.Carbono sem preço único: entenda por que o mercado ainda é fragmentadoA precificação do carbono segue como um dos temas mais complexos e mal compreendidos entre investidores. Diferente do que muitos imaginam, não existe um preço global único para os créditos de carbono — os mercados são organizados por jurisdição e mecanismo, gerando disparidades relevantes de valor entre diferentes tipos de crédito. O tema foi aprofundado em webinar da S&P Global dedicado ao assunto.A fragmentação tem razões estruturais: regulações distintas entre países, metodologias de certificação variadas e diferentes graus de rigor na verificação das emissões evitadas. Esses fatores explicam por que alguns créditos negociam com prêmio enquanto outros acumulam desconto — e por que a análise de qualidade é tão determinante quanto o preço na hora de investir nessa classe de ativos.The post Brasil “queridinho” dos gringos e Nubank vira para compra; veja destaques da semana appeared first on InfoMoney.

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