O CEO do Goldman Sachs, David Solomon, minimizou as preocupações surgidas após o colapso das empresas americanas First Brands Group e Tricolor Holdings, afirmando que não enxerga nenhum risco sistêmico iminente no mercado de crédito.“Não vejo nada, no contexto de algumas situações ruins de crédito, que me leve a dizer que temos uma crise sistêmica à vista”, disse Solomon em entrevista à Bloomberg TV, durante a Future Investment Initiative em Riad.Leia tambémInvestidores locais estão cautelosos com ações do Brasil – isso pode ser oportunidadePara o Bradesco BBI, ventos contrários que levam a uma postura mais cautelosa devem diminuirBB ameaça banir crédito a produtor rural que pedir recuperação judicialBanco adota garantias mais rígidas e acelera cobrança de dívidas do agro; executivo diz que produtor que pedir RJ não terá crédito “nunca mais”Ele acrescentou que, se a economia desacelerar bruscamente ou se um grande evento macroeconômico abalar a confiança do mercado, perdas surgirão em todo o sistema. “Mas isso é diferente de uma crise sistêmica.”Solomon reiterou que as recentes perdas em bancos regionais, ligadas a supostas fraudes, foram “eventos idiossincráticos”, mas ressaltou que servem como um alerta para manter a vigilância sobre os padrões de análise de crédito.O experiente operador de Wall Street, Paul Taubman, CEO da PJT Partners, concordou com essas observações em entrevista separada. “Existem riscos idiossincráticos com empresas o tempo todo”, afirmou à Bloomberg TV na terça-feira (28).O crédito privado cresceu significativamente desde a grande crise financeira, tornando-se uma indústria de US$ 1,7 trilhão, impulsionada em parte pelos esforços dos governos para endurecer a regulamentação dos credores comerciais e reduzir riscos. Alguns bancos optam por colaborar com o crédito privado para obter taxas e acessar maiores volumes de capital; outros alertam que essas combinações são arriscadas e podem contaminar o sistema bancário.“Muitas transações iniciadas logo após 2021, quando havia dinheiro fácil e uma mentalidade de maior risco, desmoronaram”, disse Taubman. “Estamos dedicando um tempo desproporcional para reestruturar essa safra de transações.”Crescem as preocupações de que qualquer fissura no setor e nos mercados de crédito alavancado possa se espalhar rapidamente para os bancos e para a economia em geral. As falências da First Brands e Tricolor levaram o CEO do JPMorgan Chase, Jamie Dimon, a alertar que “quando você vê uma barata, provavelmente há mais.”Por outro lado, o CEO do Standard Chartered, Bill Winters, adotou um tom mais otimista.“Estamos em um ponto ideal: as taxas de juros são altas o suficiente para manter o movimento, mas não tão altas a ponto de frear o crescimento”, disse Winters à Bloomberg TV em Riad. “Provavelmente são casos isolados, mas o ciclo de crédito ainda está vivo.”The post CEO do Goldman Sachs descarta risco de “crise sistêmica” no mercado de crédito appeared first on InfoMoney.
