China condena 11 membros da mesma família à morte por campos de ‘ciberescravos’

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Um tribunal chinês anunciou a condenação à morte de 11 integrantes da família Ming, apontada como uma das mais influentes no comando de redes de fraude e exploração em Laukkaing, cidade de Mianmar próxima à fronteira com a China. Outros 28 membros do clã receberam penas que variam de prisão perpétua a mais de duas décadas atrás das grades. As informações foram confirmadas pela BBC Brasil.Segundo a emissora estatal chinesa CCTV, desde 2015 a família Ming participou de um esquema bilionário que incluía cassinos ilegais, tráfico de drogas, prostituição e operações de fraude online que enganaram vítimas no mundo todo. Estima-se que os golpes tenham movimentado o equivalente a R$ 7,4 bilhões.Leia tambémTrump anuncia gasto militar de US$ 1 trilhão em 2026 e fala em anexar o CanadáEm discurso, presidente defendeu novos navios de guerra, caças F-47 e atacou o HamasFuturos do minério caem com dados fracos da China, mas fecham trimestre com ganhoO contrato de janeiro do minério de ferro mais negociado na Bolsa de Mercadorias de Dalian (DCE) da China encerrou as negociações do dia com perda de 0,64%O grupo ficou conhecido por transformar a cidade de Laukkaing em um verdadeiro enclave do crime. Além de explorar a demanda chinesa por jogos de azar — proibidos em território nacional —, expandiu os negócios para sofisticados centros de fraude digital. Relatórios da ONU já descreviam a cidade como epicentro de “ciberescravidão”, onde mais de 100 mil estrangeiros foram forçados a trabalhar em jornadas exaustivas em esquemas online.Entre os complexos administrados pela família estava a chamada Crouching Tiger Villa, onde trabalhadores eram submetidos a espancamentos e torturas. Segundo a corte, os Ming chegaram a ordenar execuções de funcionários que tentaram retornar à China.A queda do império criminoso começou há dois anos, quando insurgentes expulsaram as forças militares de Mianmar do Estado de Shan e assumiram o controle da região.Pequim, que exerce forte influência local, teria dado sinal verde para a operação. O patriarca, Ming Xuechang, acabou se suicidando, enquanto outros familiares foram entregues às autoridades chinesas.Com o julgamento, o governo chinês sinaliza disposição em endurecer o combate às redes de fraude que se espalham pelo Sudeste Asiático. A pressão de Pequim já levou países como Tailândia e Camboja a agir contra estruturas semelhantes em suas fronteiras.Ainda assim, especialistas alertam que o negócio apenas se deslocou. Parte significativa das operações continua ativa, agora com base no Camboja e em outros pontos de Mianmar.The post China condena 11 membros da mesma família à morte por campos de ‘ciberescravos’ appeared first on InfoMoney.

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