Como pagar menos IR e aumentar a restituição em 2026: veja o que é possível deduzir

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Com início do prazo de entrega do Imposto de Renda 2026, a atenção dos contribuintes se volta não apenas para o preenchimento correto, mas também para a restituição. Porém, muitos brasileiros podem acabar se frustrando ao perceber que, mesmo com mais gastos ao longo do ano, o valor devolvido não aumentou.A explicação está menos nas despesas em si e mais em como elas são utilizadas na declaração. Em um cenário sem grandes mudanças nas regras, a diferença entre pagar menos imposto ou receber mais restituição continua nos detalhes, segundo especialistas ouvidos pelo InfoMoney.Tudo o que você precisa para declarar seus investimentos com mais praticidade: baixe agora o e-book do IR 2026.Apesar da expectativa por mudanças, o conjunto de deduções do IR 2026 praticamente não sofreu alterações relevantes. Isso significa que não há “atalhos” novos, mas ainda existe margem para otimização.“Deduções não são um benefício no sentido comum. Elas ajustam a base de cálculo. Quem entende isso costuma pagar menos imposto usando corretamente o que já está previsto na legislação”, afirma o tributarista Thiago Santinom, da Omnitax.Na prática, dois contribuintes com renda semelhante podem ter resultados completamente diferentes, dependendo da organização das informações.O que mais pesa na restituição?Entre todas as possibilidades, algumas deduções continuam sendo decisivas, como despesas médicas. Por isso, elas são o principal instrumento para reduzir o imposto devido, mas também o mais fiscalizado. Como não há limites de dedução, esse tipo de gasto pode impactar diretamente a restituição. Por outro lado, qualquer inconsistência costuma levar à malha fina.Entram na conta:consultas, exames e internaçõesplanos de saúdetratamentos com profissionais habilitadosGastos com educação  Educação também é outra variável utilizada para deduções, mas a categoria já conta com teto anual e é apenas para ensino formal. Valem então gastos com:escola e faculdadepós-graduação reconhecidaFicam de fora:cursos de idiomastreinamentos livresEsse é um dos erros mais comuns entre contribuintes.Previdência é oportunidade pouco exploradaINSS: dedução integralPGBL: dedução de até 12% da renda tributável“Essa é uma das poucas ferramentas que combinam planejamento tributário com organização financeira”, diz Santinom.Dependentes Incluir dependentes gera abatimento fixo. Mas há um ponto crítico quando a renda do dependente precisa ser incluída e entra no cálculo. Em alguns casos, isso pode aumentar o imposto devido, o oposto do esperado.Escolha do modelo Um dos erros mais recorrentes é escolher entre modelo simplificado e completo sem simulação. Isso porque no simplificado o desconto é padrão de 20%. Já no completo, as deduções são mais detalhadas.  A escolha correta pode mudar completamente o resultado da declaração.“O ideal é sempre simular. Muitos contribuintes repetem a escolha do ano anterior sem nem revisar”, alerta Santinom.Novas regras Uma das novidades recentes, a ampliação da faixa de isenção do IR para quem ganha até R$ 5 mil, ainda não tem efeito direto na restituição de 2026. O tributarista Jean Paolo Simei e Silva, do Fonseca Brasil Serrão Advogados, esclarece que isso ocorre porque a declaração atual considera os rendimentos obtidos ao longo de 2025. “A ampliação da isenção só terá impacto pleno na declaração de 2027. Para 2026, o melhor caminho continua sendo o uso eficiente das deduções tradicionais”, explica.Leia Mais: IR 2026: Receita anuncia datas e regras da declaração; veja quem tem que declararNovidade do IRNeste ano, a Receita Federal trouxe uma inovação que pode beneficiar um grupo específico de contribuintes. O cashback do IR prevê restituição automática para cerca de 4 milhões de pessoas que não são obrigadas a declarar, mas tiveram imposto retido na fonte. O pagamento, de até R$ 1.000, será feito via Pix em lote específico.Por que a restituição pode cair?Mesmo com aumento de despesas, a restituição pode ser menor por fatores como:aumento da renda tributávelmudança de faixa de alíquotalimites nas deduções (como educação)escolha inadequada do modelo de declaraçãoPlanejamento começa antes da declaraçãoEspecialistas destacam que o maior erro é deixar tudo para a última hora. “Maximizar a restituição depende de planejamento ao longo do ano, não apenas no momento da entrega”, afirma Simei.Entre as boas práticas estão:guardar todos os comprovantes desde o início do anoacompanhar despesas dedutíveisplanejar contribuições ao PGBLrevisar dependentesconsiderar doações incentivadasNão existe mágicaA ideia de que existe um “segredo” para pagar menos imposto é ilusória. O que existe, na prática, é organização, segundo os especialistas. Em um ambiente em que a Receita Federal cada vez mais está cruzando dados, o contribuinte que erra não apenas perde dinheiro, mas assume riscos. Por outro lado, quem acerta não está driblando o sistema. Está apenas usando bem as regras do jogo.LEIA MAIS: – Imposto de Renda 2026: passo a passo para fazer a declaração– Restituição do Imposto de Renda 2026: datas e como consultarThe post Como pagar menos IR e aumentar a restituição em 2026: veja o que é possível deduzir appeared first on InfoMoney.

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