Como saída do União Brasil do governo Lula ameaça paralisar agenda econômica de Lula

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O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) enfrenta uma crise delicada com o rompimento do União Brasil, que nesta quinta-feira (18) deu prazo de 24 horas para que seus filiados entreguem os cargos que ocupam na administração federal.A decisão, aprovada por unanimidade pela direção nacional, prevê punições por infidelidade partidária, inclusive expulsão, para quem descumprir a ordem.A medida atinge diretamente o ministro do Turismo, Celso Sabino (União-PA), deputado licenciado indicado pela bancada da legenda na Câmara. O partido também ocupa diversos postos estratégicos na Esplanada. Sabino vinha negociando com dirigentes para evitar sua saída, mas ainda não se pronunciou sobre a resolução.Peso no CongressoCom mais de 50 deputados e sete senadores, o União Brasil representa uma das maiores bancadas do Legislativo. A ruptura ameaça a articulação do Planalto em projetos cruciais, como a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil, ajustes fiscais e regulamentações da reforma tributária. Sem o apoio da sigla, a base aliada perde fôlego em votações de impacto orçamentário.A ofensiva fortalece ainda mais o Centrão, que já pressiona o governo por cargos e recursos, como a liberação de mais emendas, com a proximidade da agenda eleitoral.O desembarque também reflete o realinhamento da legenda no tabuleiro eleitoral. Os presidentes do PP, Ciro Nogueira, e do União Brasil, Antonio de Rueda, já descartaram apoiar Lula em 2026 e defendem o lançamento de uma candidatura única da centro-direita.O União Brasil trabalha o nome do governador de Goiás, Ronaldo Caiado, enquanto parte do Centrão articula em torno de Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP), hoje visto como o nome mais competitivo contra o presidente.DilemaO racha coloca Lula diante de um dilema: ceder mais espaço ao Centrão para recompor sua base ou enfrentar o risco de paralisia no Congresso. O impasse surge em um momento sensível, a menos de dois anos das eleições municipais, quando diversos aliados devem deixar cargos em março de 2026 para disputar prefeituras, reduzindo ainda mais a margem de negociação política.Para o mercado, a instabilidade pode preocupar porque aumenta a incerteza sobre a aprovação de medidas fiscais e de controle da dívida pública, que são fundamentais para manter previsibilidade e confiança.Sem avanço no Congresso, o governo pode perder tração em sua agenda econômica justamente no período em que buscava consolidar apoio para um eventual projeto de reeleição.The post Como saída do União Brasil do governo Lula ameaça paralisar agenda econômica de Lula appeared first on InfoMoney.

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