A Copasa (CSMG3) anunciou ter renovado contrato com Belo Horizonte e avança com processo de privatização, a uma taxa de R$ 1,3 bilhão. Para os mercados, a renovação representa um passo essencial para a o processo de privatização da companhia, dm especial, pela redução de riscos.Confira abaixo a recomendação dos analistas de mercado para a Copasa:RecomendaçãoPreço-alvoBradesco BBINeutroR$ 61,00Morgan StanleyNeutroR$ 58,00JP MorganCompraR$ 56,60Itaú BBACompraR$ 55,90Leia tambémCopasa renova contrato com Belo Horizonte e avança com processo de privatizaçãoMovimento segue a formalização de aditamento ao convênio de cooperação da Copasa com a capital mineiraDe acordo com o Itaú BBA, a assinatura representa um marco fundamental, em especial pela importância que o município de Belo Horizonte tem para a companhia. A capital mineira representa aproximadamente 30% da receita da Copasa e uma parcela significativa do valor econômico da empresa. Segundo os analistas, a renovação contribui para a visibilidade contratual antes da oferta pública de aquisição. O documento, entretanto, não menciona cronograma para oferta de privatização.Para o Bradesco BBI, mesmo sem um cronograma definido, a expectativa é de que a oferta seja estruturada em breve. De acordo com os analistas, o novo contrato confirma pontos regulatórios importantes para o processo, que já eram esperados e que podem contribuir para o andamento das negociações.Além da taxa de concessão, o contrato também estabelece o compartilhamento gradual de eficiência, com ganhos de 25%/50%/75%/90%, aumentando a cada ciclo a partir de 2030. “Essa confirmação é importante, pois reforça os incentivos para a empresa reduzir custos, que são, em última instância, compartilhados com os consumidores”, explicam. As estimativas do BBI, especulam uma redução de custos de, aproximadamente, 40%.Novo contratoDe acordo com o JP Morgan, os investidores esperavam mais detalhes sobre a metodologia do custo médio ponderado de capital (WACC) regulatório da companhia. Conforme o banco, os compradores têm demonstrado preocupação de que o WACC regulatório possa cair nos próximos ciclos tarifários à medida que a estrutura de capital da Copasa se torne mais alavancada.Apesar da preocupação, os analistas estimam que os riscos negativos com o maior peso da dívida na fórmula, provavelmente, seriam compensados por um Beta mais alto. Os cálculos do JP Morgan preveem um impacto de 13% no VPL (Valor Presente Líquido) para cada variação de +/- 100 pontos-base.Os analistas do JP Morgan calculam que, aos preços atuais, a Copasa estejam negociando a um TIR (Taxa Interna de Retorno) real de 9,7%, no cenário-base do banco.Para o Morgan Stanley, as negociações com outros municípios devem se intensificar, em paralelo com a publicação do edital de privatização. De acordo com o banco, a principal questão pendente diz respeito à estrutura do modelo de privatização. Os analistas destacam, ainda, as dúvidas sobre a dinâmica de preços entre o potencial acionista estratégico e o mercado. Os próximos passos para conclusão da renovação incluem a publicação do regulamento da licitação, que deverá ocorrer nos próximos dias. Ao mesmo tempo, o Tribunal de Contas do Estado (TCE) solicitou alguns ajustes (menores) às especificações da licitação.The post Copasa (CSMG3): renovação em BH é passo-chave para privatização; veja próximos passos appeared first on InfoMoney.
