Credores rejeitam proposta de fatiar a Raízen e pressionam por aporte bilionário

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Uma proposta para desmembrar a Raízen (RAIZ4), produtora de açúcar e etanol e distribuidora de combustíveis, enfrenta forte resistência dos credores nas discussões sobre como revitalizar e recapitalizar a empresa em dificuldades, disseram à Reuters pessoas familiarizadas com as conversas.A maior produtora mundial de açúcar — uma joint venture da Shell com o grupo industrial Cosan (CSAN3) — registrou um prejuízo líquido trimestral de R$ 15,6 bilhões e alertou para uma “relevante incerteza” sobre sua capacidade de continuar operando.Fontes afirmam que o BTG Pactual (BPAC11), que administra um fundo que entrou no grupo de acionistas controladores da Cosan no ano passado, propôs dividir a empresa em duas, separando o negócio de distribuição de combustíveis dos demais ativos. A unidade de postos de combustíveis poderia então receber capital novo do banco, disseram as fontes.A ideia não foi bem recebida pelos credores, que querem manter a empresa íntegra para garantir uma recuperação mais rápida e pressionam os acionistas a injetar o máximo possível de capital novo na Raízen, segundo as fontes.Raízen, Cosan, BTG Pactual e Shell se recusaram a comentar o assunto.A Shell reiterou que está trabalhando com a Raízen e a Cosan para apoiar a desalavancagem da companhia.As preocupações com o futuro da Raízen chamaram a atenção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que se reuniu com funcionários do BNDES e da estatal Petrobras (PETR4) para discutir a situação da empresa no ano passado e novamente neste mês, segundo fontes.Os acionistas da Raízen estiveram presentes no último encontro, no qual Lula expressou preocupação, mas não fez nenhum apelo por uma ação específica, disse uma fonte.Nem o BNDES nem a Petrobras, que avalia outros investimentos potenciais em biocombustíveis, demonstraram interesse em capitalizar a Raízen, disseram as fontes.A Petrobras está impedida de investir na distribuição de combustíveis após se desfazer de sua própria rede de postos, hoje chamada Vibra Energia (VBBR3).A Petrobras não está avaliando a aquisição de ativos da Raízen, informou a estatal. O BNDES não respondeu imediatamente aos pedidos de comentário.A Raízen precisa de mais de R$ 20 bilhões em capital novo, disse uma das fontes, que pediu para não ser identificada porque as negociações são privadas.Na quarta-feira, a Reuters informou que a Shell está disposta a injetar cerca de R$ 3,5 bilhões na Raízen.A produtora de açúcar e biocombustíveis, que atravessa uma fase difícil, viu sua dívida líquida subir para R$ 55,3 bilhões no fim de dezembro, em razão de uma combinação de investimentos pesados, clima instável e incêndios em canaviais, que resultaram em safras mais fracas e menor volume de moagem.The post Credores rejeitam proposta de fatiar a Raízen e pressionam por aporte bilionário appeared first on InfoMoney.

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