De engenheiro a trader: como André Moraes construiu uma nova profissão

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Conteúdo XPAntes de se tornar um dos nomes mais longevos do trading no Brasil, André Moraes viveu outra realidade profissional. Formado em engenharia civil, ele iniciou a carreira em obras e canteiros, mas, aos poucos, percebeu que seu interesse estava migrando para outro universo.No episódio 7 da 4ª temporada do programa Mapa Mental, no canal GainCast, André Moraes foi o convidado e relembrou a transição que mudou sua trajetória. A decisão de abandonar a engenharia para viver exclusivamente de mercado não foi impulsiva, mas exigiu coragem.A decisão de mudarA mudança começou quando o mercado financeiro deixou de ser apenas curiosidade e passou a ocupar espaço central na rotina. Com o tempo, o trading passou a render mais do que a própria profissão. “Eu vou pedir demissão”, afirma ao relembrar o momento da decisão.A escolha, entretanto, não foi solitária. O apoio da esposa foi determinante para dar o passo. “Cara, se não der certo, a gente segura a onda, aí você volta a trabalhar”, relembra.Havia reserva financeira para suportar um período sem lucros consistentes, mas o risco era real. Mesmo assim, ele optou por tentar. “Ainda bem que fiz”, conclui.A veia empreendedoraMuito antes de se dedicar exclusivamente ao trading, André já demonstrava inclinação para empreender. Ainda na engenharia, buscava oportunidades além do salário fixo. “Eu sempre tive um pouco essa mentalidade assim de tem que fazer alguma coisa de diferente”, afirma.Essa mentalidade foi reforçada dentro do mercado financeiro, onde passou a enxergar setores, ciclos e oportunidades com mais clareza. “Eu acho que quando você tá no mercado fica florado porque você vê um pouco de oportunidade”, observa.A primeira sala ao vivoOutro marco da trajetória foi a criação da primeira sala ao vivo de trade no Brasil. O projeto surgiu de uma necessidade prática: o trading era solitário e havia poucos espaços de troca. “Cara, esse negócio é solitário para caramba.”, relembra.A iniciativa começou informalmente e, posteriormente, foi incorporada à estrutura de uma corretora, tornando-se referência. “Eu te pago para você operar mostrando para os clientes”, conta sobre a proposta que deu origem à sala.O modelo ajudou a formar uma geração de traders e marcou um período de profissionalização do mercado.A evolução do mercadoAo comparar o passado com o presente, André é enfático ao afirmar que o ambiente atual é muito mais favorável para quem está começando. “É muito, no meu entendimento, é muito mais fácil começar hoje do que foi começar naquele momento”, afirma.Segundo ele, hoje há mais tecnologia, informação, plataformas gratuitas e diversidade de produtos. Entretanto, a facilidade também traz riscos. “No trade, o cara simplesmente aperta um botão”, alerta.A barreira de entrada baixa democratiza o acesso, mas também expõe iniciantes despreparados à volatilidade. “Os benefícios são muito maiores”, conclui ao ponderar os prós e contras.Uma profissão em construçãoAndré enxerga o trading como uma profissão ainda em consolidação no Brasil. Apesar dos desafios, mantém visão otimista sobre o futuro. “É uma profissão que tá só começando”, afirma.Para ele, com mais informação, bons profissionais e educação séria, o mercado tende a amadurecer. “Trade é uma profissão”, reforça.Assim, a história que começou com uma demissão e um salto no escuro tornou-se exemplo de adaptação, aprendizado e construção de carreira em um setor que ainda evolui.Confira mais conteúdos sobre análise técnica no IM Trader. Diariamente, o InfoMoney publica o que esperar dos minicontratos de dólar e índice. The post De engenheiro a trader: como André Moraes construiu uma nova profissão appeared first on InfoMoney.

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