O dólar opera com perto da estabilidade em relação ao real nesta terça-feira (23), com investidores avaliando a ata do último encontro do Copom e uma entrevista do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, enquanto aguardam a participação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na Assembleia Geral da ONU.Leia mais: Dólar Hoje: Confira a cotação e fechamento diário do dólar comercialQual a cotação do dólar hoje?Às 10h33, o dólar à vista tinha leve alta de 0,11%, a R$ 5,327 na venda. Na B3, o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento DOLc1 tinha queda de 0,17%, a R$ 5,336.Dólar comercialCompra: R$ 5,325Venda: R$ 5,327O que aconteceu com dólar hoje?Mais cedo a ata do Comitê de Política Monetária (Copom) mostrou que o Banco Central, após avaliar os efeitos acumulados do choque de juros, entrou agora em um “novo estágio” da política monetária que prevê taxa Selic inalterada por longo período para buscar a meta de inflação.“Agora, na medida em que o cenário tem se delineado conforme esperado, o Comitê inicia um novo estágio em que opta por manter a taxa inalterada e seguir avaliando se, mantido o nível corrente por período bastante prolongado, tal estratégia será suficiente para a convergência da inflação à meta”, destacou a ata.Para Paulo Gala, economista-chefe do Banco Master, o BC assumiu “com mais clareza” que o ciclo de elevações da Selic está encerrado.“É claro que ele deixa uma abertura dizendo que se precisar aumentar, ele vai. Mas o registro de modo geral mudou. Agora é um registro de um Copom que vai esperar para ver o que a firme elevação da taxa de juros vai trazer para a economia brasileira”, disse Gala.No mercado de câmbio, a avaliação é de que a Selic a 15%, juntamente com mais cortes de juros pelo Federal Reserve, torna o diferencial de juros do Brasil ainda mais atrativo para os investidores internacionais, o que mais recentemente permitiu que o dólar se aproximasse dos R$5,30.Durante entrevista nesta manhã ao ICL Notícias, Haddad ponderou, no entanto, que os juros no Brasil não deveriam estar em 15% e que há espaço para cortes. O ministro pontuou ainda que o Brasil não tem dificuldade de colocar seus produtos em outros mercados diante da vigência da tarifa implementada pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros.O receio de que os EUA possam implementar novas medidas contra a economia brasileira — e não apenas contra autoridades e seus familiares — deu suporte ao dólar na segunda-feira, quando a divisa à vista fechou em alta de 0,33%, a R$5,3380, na quarta sessão consecutiva de ganhos.Nesta terça-feira o mercado aguarda pelo discurso de Lula na ONU — a primeira vez que ele estará com o presidente dos EUA, Donald Trump, em um mesmo evento, depois que a tarifa de 50% sobre produtos brasileiros foi estabelecida.No exterior, o dólar também seguia próximo da estabilidade ante as moedas fortes e tinha sinais mistos ante as demais. (Com Reuters)The post Dólar opera quase estável à espera de Lula, com Haddad e ata do Copom no radar appeared first on InfoMoney.
