É possível falar em ‘mágicos 200 mil pontos’ para Ibovespa, diz estrategista da Fator

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O Ibovespa caiu pela segunda sessão consecutiva, após 15 pregões de alta. Sinal de desânimo? Não por muito tempo, segundo Fernando Tendolini, estrategista da Fator.“Pode haver uma pausa até o fim do ano, depois dessa forte valorização. Mas, olhando para os próximos 12 meses, ainda vemos espaço para o índice alcançar aqueles mágicos 200 mil pontos — ou isso ou um potencial de valorização de 30%”, afirmou, em entrevista ao InfoMoney.Para Tendolini, o otimismo não se limita ao Ibovespa. A busca global por diversificação impulsionou não só o índice brasileiro, mas também outros mercados emergentes.“Desde o início do ano, chamamos atenção para a precificação atrativa dos ativos no Brasil e para o espaço que existia para direcionar recursos a países emergentes, especialmente ao Brasil”, explica.A expectativa de juros menores, reforçada pelo Relatório Focus e pelos dados de inflação, também sustenta a dinâmica positiva, assim como a apreciação cambial, natural diante do fluxo de capitais.Leia tambémIbovespa Hoje Ao Vivo: Bolsa desce com exterior, VALE3, BBAS3 e HAPV3Bolsas dos EUA recuam e devolvem ganhos da vésperaOutro fator relevante foi a temporada de resultados, que termina nesta sexta-feira, tanto no Brasil quanto nos EUA. Segundo Tendolini, as empresas apresentaram números sólidos e dentro do esperado, reduzindo a sensação de frustração do mercado.“Os resultados vieram saudáveis, apesar do impacto dos juros na última linha. Algumas companhias fora do radar, como a Minerva, surpreenderam positivamente”, comenta.O estrategista também destaca o movimento global em busca de ativos alternativos, como o ouro, visto mais como opção de diversificação do que como hedge.“A tese de inteligência artificial está se desdobrando em novas frentes. Isso reforça a importância dos emergentes como fornecedores de matérias-primas, papel que o Brasil desempenha bem”, diz.Fluxo estrangeiro e correção cambialTendolini lembra que, considerando a valorização do real, a alta do Ibovespa pode superar 40%, contra os cerca de 30% em reais.Entrar em 2026 alocadoPara ele, a estratégia é clara: chegar a 2026 com posição em Bolsa. O cenário aponta para início do ciclo de corte de juros já no começo do próximo ano, enquanto o investidor doméstico segue pouco exposto.“Apesar das incertezas sobre o timing, acreditamos que os cortes podem começar cedo. O estrangeiro já está posicionado; o investidor local ainda tem espaço para aumentar sua alocação”, afirma.Setores em destaqueNa escolha dos setores, Tendolini recomenda atenção ao fluxo de caixa, dado o custo elevado do endividamento.“Empresas com forte conversão de caixa e antecipação de dividendos ganham relevância. Utilities e grandes bancos são exemplos”, diz.Ele cita ainda o fundo de ações da Fator com dividendos mensais, focado em empresas do índice IDIV.Leia mais: Bolsa em máxima histórica: ainda dá para entrar – e ganhar?Por outro lado, alerta para os desafios das companhias menores, especialmente no varejo doméstico, diante da força das grandes marcas e da logística do e-commerce.“A Black Friday mostra isso: poucos vencedores, muitos deles nem atuam diretamente no nosso mercado”, observa.Mais estrangeiros à vistaA presença de investidores internacionais deve aumentar, impulsionada pela busca por diversificação em ativos e moedas.“Políticas nos EUA podem estimular essa diversificação. Juros mais baixos e dólar enfraquecido reforçam esse movimento”, explica.O olhar também pode se voltar para novas teses, além da tecnologia americana, como energia sustentável, data centers e metais estratégicos.“Talvez surja uma nova onda de demanda por materiais ainda pouco conhecidos”, conclui.The post É possível falar em ‘mágicos 200 mil pontos’ para Ibovespa, diz estrategista da Fator appeared first on InfoMoney.

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