Efeito Flávio emperra salto do PSD, que tem dificuldades para alinhar palanques

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Enquanto as últimas pesquisas eleitorais mostram uma consolidação entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) como os principais nomes da disputa presidencial, nenhum dos três pré-candidatos do PSD apontados pelo presidente da sigla, Gilberto Kassab, tem conseguido dar sinal de que virá competitivo para a eleição.A sigla de Kassab deve anunciar o governador do Paraná, Ratinho Júnior, como pré-candidato a presidente na semana que vem. O próprio anúncio tem sido encarado internamente na legenda e por outros partidos como um recálculo de rota feito por Kassab.Há um entendimento de que Kassab trabalhou por antecipar a escolha da definição diante do avanço de Flávio nas pesquisas.O presidente do PSD inicialmente disse que anunciaria o escolhido somente no dia 15 de abril, mas a data foi antecipada.Leia também‘Só lei não vai resolver’, diz Lula após assinar decreto que regulamenta ECA DigitalA lei entrou em vigor na terça-feira, 17, mas alguns pontos exigiam detalhamento e precisavam ser regulamentados pelo governo federalEm relação às alianças feitas pelo PSD nacionalmente, não há ainda acordos avançados com nenhum partido e também não há perspectivas de alianças para garantir palanques regionais.A interlocutores, Kassab minimiza o cenário e diz que os acordos começarão a ser definidos quando o partido definir quem será o candidato. Além de Ratinho, o partido também apresentou os governadores Eduardo Leite (RS) e Ronaldo Caiado (GO) como opções.O candidato do PSD já começará em desvantagem em relação a Lula e Flávio e corre o risco de ele ficar sem palanque nos principais colégios eleitorais do país. O PSD do Rio e da Bahia, por exemplo, são próximos de Lula. Já o PSD de Minas está próximo do bolsonarismo.Até em São Paulo, estado de Kassab, não há palanque porque lá o partido apoia o governador Tarcisio de Freitas (Republicanos), que dará sustentação para Flávio. Recentemente, o PL do Paraná também recuou de dar apoio ao PSD e fechou aliança com Flávio Bolsonaro.Há uma tentativa do PSD de firmar uma aliança nacional com o MDB e também com o Republicanos, mas também não há acordo definido. Dentro do Republicanos o entendimento é que um acordo com o partido hoje não é prioridade.Já no MDB há uma aproximação entre as cúpulas nacionais das legendas, mas o próprio comando da sigla diz que o partido tem alas diversas e não há decisão tomada.Em evento em São Paulo no fim da semana passada, Kassab minimizou as dificuldades.– Não é nossa prioridade as alianças. Temos aliados, partidos que pensam de uma maneira mais próxima, que priorizam os nossos programas. Vamos estar atentos para as alianças, mas sabemos que o quadro partidário, ele é muito difuso, cada um com seus interesses, candidatos, assim como os nossos candidatosMesmo entre os pré-candidatos do próprio PSD há aproximação com Flávio. Caiado e Ratinho já tiveram o PL como base em seus estados, ainda que hoje enfrentem dificuldades para aliança com o partido. Há uma expectativa de que os dois possam compor com Flávio em um segundo turno contra Lula, mesmo com as dificuldades locais. Leite é o único que não tem proximidade com o bolsonarismo.Em relação a Ratinho, no entanto, há um fator complicador. Embora não descarte ainda um apoio, com a aliança com o PL rompida para eleição estadual, aliados do governador dizem que uma eventual acordo com Flávio no segundo turno está indefinido.O governador também tem ficado insatisfeito com o fato de o ex-presidente Jair Bolsonaro ter apoiado uma candidatura adversária na eleição em Curitiba em 2024.A campanha de Flávio tentou um acordo para atrair Ratinho e Caiado e usou a força do PL nos estados para forçar uma aproximação nacional no primeiro turno.Em Goiás, Caiado apoia o vice-governador Daniel Vilela (MDB) como seu candidato à sucessão. Um dos principais concorrentes do emedebista na disputa deverá ser o senador Wilder Morais (PL), que já provocou baixas nas fileiras emedebista ao retirar Ana Paula Rezende, filha do ex-governador Iris Rezende, das fileiras do MDB. Ela se filiou ao PL e deve ser vice de Wilder.Flávio tentou um acordo para PL e Caiado estarem juntos em Goiás e na eleição nacional, mas ainda não há sinal de recuo na decisão do PL em ter candidatura própria no estado.Por sua vez, no Rio Grande do Sul, o PL lançou o deputado Zucco como candidato a governador. Ele tem conseguido enfraquecer a base de apoio de Eduardo Leite, que tenta emplacar o vice Gabriel Souza (MDB) para o governo do estado. A provável futura federação União Brasil-PP, por exemplo, tem ameaçado não apoiar Souza e se juntar a Zucco. O PP já decidiu que estará com Zucco e não com o candidato de Leite.Se no segundo turno, Caiado e Ratinho acenam com um apoio a Flávio, Leite está mais distante do bolsonarismo e não tem dados sinais em dar palanque para o PL em nenhuma circunstância.Ao mesmo tempo em que o PSD ainda não definiu quem será o candidato a presidente, o PL tenta avançar para se consolidar como única opção da direita.Ainda que a federação que deverá ser formada entre União Brasil e PP não tenha definido sua posição no pleito, o presidente do PP, Ciro Nogueira, tem participado das negociações envolvendo a campanha de Flávio e traçado cenários de quem poderá ser seu candidato a vice.Ciro chegou a sugerir, em um encontro com Ratinho Júnior, que ele se torne vice de Flávio. A avaliação é que Ratinho é o mais forte entre os postulantes do PSD e teria a contribuir se unisse forças com o PL contra Lula, em vez de se lançar se forma separada.Kassab, no entanto, tem resistido a apoiar o senador do PL e mantém o plano de ter candidatura própria.Um encontro entre Ratinho e o líder da oposição no Senado, Rogério Marinho (PL-RJ), coordenador da campanha de Flávio, também foi marcado para tratar do palanque no Paraná e, na conversa, Ratinho também foi sugerido como vice de Flávio.O PL tentou pressionar o governador do Paraná a desistir da candidatura presidencial e dar um palanque para Flávio no primeiro turno. Em troca, Ratinho teria o apoio do PL na disputa para a sucessão no estado.O governador do Paraná disse que não desistiria de ser candidato a presidente e, consequentemente, o PL decidiu apoiar o senador Sérgio Moro (União Brasil) para governador, que será adversário do candidato do PSD no Paraná.The post Efeito Flávio emperra salto do PSD, que tem dificuldades para alinhar palanques appeared first on InfoMoney.

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