Eleição presidencial no Peru pode colocar no 2º turno dois candidatos de direita

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Mais de 27 milhões de pessoas vão às urnas neste domingo (12) para escolher entre 35 nomes quem será o presidente que governará o Peru pelos próximos cinco anos, embora esse prazo seja incerto, dada a história recente do país. Noos últimos nove anos, o Peru teve nada menos que nove presidentes, entre processos de impeachment e renúncias. As pesquisas de intenção de votos colocam candidatos denominados mais à direita como favoritos, mas com quase 1/3 de indecisos, nem isso está garantido.Caso nenhum candidato alcance o patamar de mais de 50% dos votos neste domingo,  como apontam as pesquisas, será realizado um segundo turno, agendado para o dia 7 de junho.Leia Também: Políticos de direita lideram pesquisas de 1° turno nas eleições do PeruO nome mais forte nesse primeiro turno das eleições é uma constante das últimas três campanhas eleitorais: Keiko Fujimori, filha do ex-ditador Alberto Fujimori, mais uma vez mostra força na etapa inicial do pleito, aparecendo como favorita para chegar ao segundo turno. Mas isso também aconteceu em 2011, 2016 e 2021, quando ele vou derrotada na votação final por Ollanta Humala, Pedro Pablo Kuczynski e Pedro Castillo, respectivamente.Nas últimas semanas, quem cresceu nas pesquisas a ponto de alcançar o segundo lugar foi Carlos Álvarez, um ex-comediante e apresentador de televisão, que focou sua campanha em propostas radicais de segurança pública, prometendo prisão perpétua para quem cometer crimes graves e pena de morte em casos flagrantes.Alinhado a pautas populistas, Álvarez se apresenta como um “não político” e critica a polarização das últimas eleições, não se identificando diretamente com as linhas ideológicas dos demais candidatos. Defensor da atenção à infância em termos de saúde e educação, sua base eleitoral é forte nas zonas rurais do Peru.Conta a seu favor ser um nome muito reconhecido em todo o país, por suas sátira na TV imitando políticos locais e regionais, de Alberto Fujimori até a chilena Michele Bachelet e o ex-presidente venezuelano Hugo Chávez.“Gaguinho” perde forçaOutro nome conhecido da eleição de 2021 é do empresário Rafael López Aliaga, identificado com a direita e que se apresentou como “Bolsonaro peruano” na disputa anterior. Aliaga liderou as pesquisas até março, quando foi ultrapassado por Keiko Fujimori. Desde então, assumiu um comportamento mais identificado com Donald Trump – tem dito que há um grande risco de fraude eleitoral, que garante ter acontecido também há cinco anos.Ele construiu sua história nos setores de infraestrutura, transporte e serviços. Ele já era um defensor de uma agenda de redução do tamanho do Estado e de um uma política fiscal austera antes mesmo de entrar na política. E dizia considerar essas passos importantes para gerar confiança externa e atrair investimentos ao país e, assim, estabilizar a economia.Apelidado de “Porky” (o personagem Gaguinho, dos desenhos Looney Tunes), o ex-prefeito de Lima mantém seu discurso de fortalecimento da ordem interna e de luta contra a corrupção.Mas há espaço para surpresas de última hora. As última pesquisas mostraram crescimento nas intenções de voto para o ex-prefeito de Lima Ricardo Belmont. Correm por fora nomes mais ligados à centro-esquerda como Roberto Sánchez e Alfonso López Chau.The post Eleição presidencial no Peru pode colocar no 2º turno dois candidatos de direita appeared first on InfoMoney.

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