Uma parceria entre Embraer (EMBJ3) e o grupo indiano Adani está em curso e tem bom potencial para a companhia brasileira, conforme aponta a XP. “Os dados financeiros não foram divulgados ainda, mas caso os termos se mostrem financeiramente sólidos, acreditamos que isso possa representar um marco importante para a empresa, materializando uma das várias opcionalidades embutidas em sua tese de investimento (que vemos como justificativa para o re-rate recente dos múltiplos da Embraer)”, avaliam os analistas Lucas Laghi, Fernanda Urbano e Guilherme Nippes, que assim o relatório.Isso ocorre após o novo escritório recente da Embraer na Índia e o Memorando de Entendimento com a Mahindra para explorar oportunidades no C-390, considerando a demanda da Força Aérea Indiana para até 80 aeronaves de transporte. Leia mais: Embraer: acordo para fabricar jatos na Índia pode ser transformacional, diz JPMorgan“Nesse sentido, entendemos que o investimento em um novo local (portanto, criação de empregos e desenvolvimento da cadeia de suprimentos) pode aumentar a probabilidade de um pedido do governo indiano também no segmento de Defesa e Segurança da Embraer”, apontam os analistas. A parceria seria para lançar a primeira linha de montagem final de aeronaves comerciais da Índia, aproveitando o potencial de crescimento rápido do mercado de aviação do país e os programas governamentais. A expectativa é de que os detalhes financeiro sejam divulgados durante o Wings India 2026, evento do setor que acontecerá de 28 a 31 de janeiro).Detalhes como localização do projeto, investimento e capacidade de produção foram mencionados como provavelmente revelados durante o evento. Em termos de concorrência, notícias recentes sugerem que tal medida pode despertar o interesse de outros fabricantes de produção, incluindo Airbus e Boeing, para estabelecer locais de montagem na região também.A XP ressalta a Índia como um dos mercados de aviação que mais cresce no mundo, impulsionado por (i) aumento da renda da classe média, (ii) urbanização e (iii) programas de conectividade apoiados pelo governo, como o programa UDAN (Ude Desh ka Aam Naagrik), traduzido como “Deixe o cidadão comum do país voar”, que busca melhorar a conectividade regional e tornar as viagens aéreas mais acessíveis. Nesse contexto, o VP da Embraer, Sr. Raul Villaron, vê um mercado endereçável de 500 aeronaves regionais na Índia nos próximos 20 anos. A linha final de montagem proposta na Índia também está alinhada de perto com a iniciativa do governo ‘Make in India’, que visa promover a manufatura local.A XP tem recomendação neutra para EMBJ3, com preço-alvo de R$ 79. Já o Bradesco BBI tem recomendação equivalente à compra para as ações, elevando o preço-alvo de R$ 99 para R$ 122, de forma a incorporar os números do terceiro trimestre de 2025. As principais mudanças nas estimativas para o longo prazo, são: 1) um aumento nas entregas na aviação Comercial para 110 (versus 100 anteriormente)e para 195 (ante 160 anteriormente) na aviação Executiva em 2030, fechando a meta de atingir 120 e 200 para cada respectiva unidade até 2030; e 2) um aumento de 19% nas receitas de Defesa & Segurança de 2026 e adiante, dado o recente desempenho acima do esperado.A Embraer continua como uma das preferências do BBI, que espera que a companhia continue a ver demanda por novas aeronaves, suportada por potenciais novos pedidos na divisão Comercial e Defesa.Conforme a carteira atinge níveis históricos, o banco vê previsibilidade de receita significante no longo prazo. Além disso, enxerga oportunidades para expansão de margem nos próximos anos, com: 1) o processo de produção maduro de E2; 2) diminuição dos descontos ao passo que cresce a carteira de pedidos; e 3) maiores entregas levam a maior alavancagem operacional. “Não obstante, os investidores podem começar a precificar a EVE com o avanço dos processos de certificação após o sucesso do primeiro voo”, aponta. The post Embraer (EMBJ3) “made in India” é cada vez mais real: veja o que esperar para ações appeared first on InfoMoney.
