Enquanto o apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é disputado pelos dois candidatos mais bem colocados nas pesquisas que medem a disputa pelo governo de Pernambuco, o senador e pré-candidato à Presidência pelo PL Flávio Bolsonaro encontra entraves para a consolidação de uma chapa no estado. A dificuldade na formulação de uma aliança em torno do bolsonarista ocorre após um racha no diretório estadual da sigla culminar na desfiliação do ex-ministro do Turismo Gilson Machado em janeiro deste ano.O PL de Pernambuco é comandado atualmente pelo ex-prefeito de Jaboatão dos Guararapes Anderson Ferreira, que conta com o apoio do irmão e deputado federal André Ferreira e o aval do presidente nacional do partido, Valdemar Costa Neto. Anderson assumiu o posto após Machado ser preso em julho do ano passado, acusado de ter tentado emitir um passaporte português para o tenente-coronel Mauro Cid — condenado pela trama golpista — e auxiliado um plano de fuga para o ex-ajudante de ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro.Leia tambémQuaest: 49% dos brasileiros não confiam no Supremo Tribunal FederalÉ a primeira vez na série histórica em que a quantidade de entrevistados que declara desconfiança supera a fatia que diz confiar no STFLula deve escolher Bruno Moretti para o Planejamento após saída de Tebet, diz jornaltual secretário da Casa Civil é apontado como favorito para assumir ministério quando Simone Tebet deixar o cargo para disputar as eleiçõesA saída do ex-ministro do PL se deu após ele não encontrar espaço dentro da legenda para concorrer ao Senado — espaço que pode ficar com Anderson Ferreira, atualmente sem cargo em Brasília, em uma aposta da sigla para atrair o voto conservador no estado. Machado se filiou ao Podemos no mês seguinte e anunciou candidatura à Câmara, além de subir o tom contra a antiga legenda.Anotações feitas por Flávio durante reuniões na sede do PL, que vieram a público na semana passada, indicam o desejo da legenda de costurar uma chapa junto a Raquel Lyra (PSD). O entorno da governadora, no entanto, rechaça a possibilidade.O PL chegou a ser parte da gestão Lyra, mas a aliança foi desfeita. Há o entendimento no governo de que o partido de Bolsonaro é rachado no estado e tem pouca capilaridade política, motivo pelo qual o apoio não traria benefícios à campanha dela pela reeleição. Lyra deve enfrentar o prefeito de Recife, João Campos (PSB), que lidera as pesquisas.Os registros de Flávio também indicam o interesse em apoiar ao Senado o ex-prefeito de Petrolina e atual presidente estadual do União Brasil, Miguel Coelho, e o deputado federal Mendonça Filho (União). O caminho, no entanto, ainda não foi selado. Enquanto o parlamentar se apresenta como pré-candidato à reeleição na Câmara, Coelho tem manifestado nos bastidores que apostará na neutralidade, sem apoiar nenhum dos candidatos ao Planalto, ao menos no primeiro turno.Anderson Ferreira defende que as anotações “demonstram a preocupação do partido em encontrar o melhor caminho em Pernambuco”, principalmente no cenário “atípico” no qual os dois principais candidatos ao governo disputam o apoio de Lula.— Não tenho a menor dúvida de que teremos, sim, uma estrutura política capaz de trabalhar a candidatura de Flávio. Ele certamente obterá uma resposta positiva do eleitorado pernambucano, assim como ocorreu com seu pai — diz o dirigente, que defende ser “natural” o debate no partido durante a formulação da chapa.Ferreira aponta que o PL realiza debate sobre as eleições de outubro desde o ano passado e a construção de alianças “deverá ser feita a partir de um direcionamento nacional”.The post Enquanto Lyra e Campos disputam apoio de Lula, PL dificulta palanque de Flávio em PE appeared first on InfoMoney.
