Nesta segunda-feira (23), o conflito entre Irã, Estados Unidos e Israel começou a dar sinais de possível desaceleração. Se no fim de semana o presidente dos EUA ameaçava atacar a infraestrutura energética do Irã, agora Donald Trump fala em negociação para encerramento da guerra. À Fox Business, ele afirmou que um acordo pode ser fechado em cinco dias ou menos.Trump também disse, em sua rede Truth Social, que os Estados Unidos tiveram conversas “boas e produtivas” com o Irã e que ordenaria às Forças Armadas que adiassem quaisquer ataques militares contra usinas de energia e infraestrutura energética iranianas. A repórteres, acrescentou que os dois lados têm “importantes pontos de concordância”.Leia tambémOuro cai quase 4% com informações conflitantes da guerra dos EUA e Israel contra IrãMetal fecha a US$ 4.407,3 após Donald Trump sinalizar chance de acordo com o Irã e elevar apetite ao riscoCom as principais figuras mortas, quem está comandando o Irã agora?Nascida da revolução de 1979, a República Islâmica construiu uma estrutura de poder complexa com instituições em camadaApesar do tom mais conciliador do presidente americano, os ataques continuaram. Houve novos bombardeios israelenses ao Irã e ao Líbano, lançamento de míssil com bombas de fragmentação pelo Irã contra Israel e ofensivas iranianas contra os Emirados Árabes Unidos e a Arábia Saudita. A Eslovênia se tornou o primeiro país-membro da União Europeia a implementar racionamento de combustíveis para enfrentar as consequências da guerra no Oriente Médio.NegativaContrariando as declarações de Trump, o presidente do Parlamento do Irã, Mohammad Bagher Ghalibaf, negou que estejam ocorrendo negociações com os EUA. A agência de notícias iraniana Fars corroborou essa versão, afirmando que não há, neste momento, comunicações diretas ou indiretas com os Estados Unidos.O Ministério das Relações Exteriores do país também rejeitou a narrativa de negociações, e a Embaixada do Irã no Afeganistão atribuiu o recuo de Trump sobre os ataques à infraestrutura energética iraniana à “firme advertência” feita pelo país persa.Além disso, na noite de domingo (22), o Irã afirmou que instituições financeiras que financiem o orçamento militar dos Estados Unidos se tornarão o próximo alvo legítimo do país.LíbanoEnquanto Trump fala em acordo, Israel não parece estar na mesma página. Exemplo disso é a declaração do ministro das Finanças, Bezalel Smotrich, que disse que Israel deveria estender sua fronteira com o Líbano até o rio Litani, nas profundezas do sul do país. Esta foi a primeira vez que uma autoridade israelense falou de forma explícita sobre a intenção de tomar território libanês.O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, também falou sobre a possibilidade de acordo com o Irã. Segundo ele, Trump acredita que há a possibilidade de “aproveitar as grandes conquistas obtidas pelas Forças de Defesa de Israel (IDF) e pelos militares dos EUA, a fim de alcançar os objetivos da guerra em um acordo”. “Um acordo que preserve nossos interesses vitais”, esclareceu Netanyahu em uma declaração em vídeo divulgada por seu gabinete.ApoioAinda que não estejam militarmente envolvidos, outros países do mundo continuam participando do conflito ao apoiar um dos lados. A Rússia, por exemplo, reiterou nesta segunda que está ao lado do Irã.Por outro lado, países europeus declararam apoio a nações do Oriente Médio que sofreram bombardeios, como a Arábia Saudita. Os líderes também insistem na reabertura do Estreito de Ormuz.The post EUA x Irã: veja o que marcou o 24º dia de guerra no Oriente Médio appeared first on InfoMoney.
