O conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã completa quatro semanas nesta sexta-feira (27). O dia foi marcado por ataques, declarações indiretas e contradições, sem avanço nas negociações pela paz, apesar de que uma resposta do Irã era esperada para esta sexta.No Estados Unidos, permanecem os posicionamentos contraditórios a respeito de um esforço para o fim da guerra. Fontes ouvidas pelo jornal Wall Street Journal afirmam que o Pentágono planeja enviar mais 10 mil militares para o Oriente Médio, que seriam posicionados próximos ao Irã. Por outro lado, o país teria sinalizado a aliados que não pretende realizar um ataque por terra neste momento.Leia tambémMusk participou de telefonema entre Trump e Modi sobre Irã, diz New York TimesNão ficou claro por que Musk estava na ligação ou se ele falou, segundo o jornalHackers ligados ao Irã invadem e-mail pessoal do diretor do FBI e publicam trechosEm seu site, o grupo de hackers Handala Hack Team afirmou que Kash Patel ‘agora encontrará seu nome na lista de vítimas de ataques bem-sucedidos’O secretário de Estado, Marco Rubio, diz que espera acabar a guerra em semanas e que os EUA não precisam das forças terrestres para atingir seus objetivos, mas mantém as opções do presidente Donald Trump em aberto.Em outro tópico, fontes ouvidas pela Reuters afirmam que Washington só pode confirmar que um terço dos mísseis do Irã foi destruído. A informação contraria o discurso do presidente americano, que vem dizendo que o poderia militar do Irã foi completamente aniquilado.A mais importante declaração de uma autoridade americana nesta sexta foi a do enviado especial para o Oriente Médio, Steve Witkoff, que disse que Trump acredita na paz por meio da força. Ele exemplificou que o acordo na Faixa de Gaza não teria sido possível sem isso.Para Irã, ataques são intoleráveisUm autoridade sênior do Irã que os ataques dos EUA ao Irã, ao mesmo tempo em que pediam negociações, eram ‘intoleráveis’. Ele acrescentou que a resposta esperada sobre um acordo ainda não havia sido decidida.O país persa também se posicionou novamente sobre o Estreito de Ormuz, reiterando que ele permanece fechado para navios ligados aos EUA e a Israel. Alguns países teriam passagem livre, mas navios chineses desistiram de atravessar o Estreito mesmo com a garantia de segurança do Irã.E o Ministério dos Esportes do Irã proibiu suas equipes esportivas de viajarem para países que considera “hostis”. A decisão pode afetar a Copa do Mundo de Futebol em junho, uma vez que os persas estão classificados, mas o torneio tem os Estados Unidos como uma das sedes.Israel não moderou discursoEnquanto os Estados Unidos insistem em falar sobre negociações para o fim da guerra, Israel, aliado dos americanos no conflito, não parecem estar prontos para encerrar ou mesmo diminuir os ataques. Na madrugada desta sexta, o país atacou Teerã, incluindo centros de energia nuclear, e Beirute, capital do Líbano, que vem sendo alvo recorrente dos ataques israelenses.E o ministro da Defesa israelense, Israel Katz, afirmou que a ofensiva contra o Irã “vai escalar e se expandir”. Katz disse que Teerã “pagará um preço alto e crescente por este crime de guerra”.Números da guerraSegundo a Unicef, o conflito já deixou ao menos 370 mil crianças deslocadas no Líbano, além de 121 mortas e 399 feridas;Desde o início da guerra, 120 museus e edifícios históricos foram danificados em Teerã, de acordo com o chefe do comitê de cultura e patrimônio da câmara municipal da capital iraniana.The post EUA x Irã: veja o que marcou o 28º dia de guerra no Oriente Médio appeared first on InfoMoney.
