Exportações de proteína do Brasil mantêm ritmo e analistas destacam preferências

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Dados da balança comercial do Brasil mostraram que as exportações brasileiras de proteína seguiram a tendência de 2025 e mantiveram ritmo de crescimento no primeiro trimestre deste ano.Os dados comerciais mostraram fortes volumes de carne bovina no primeiro trimestre, com alta de 20% em relação ao ano anterior. Mesmo o frango, que ameaçava números menores, demonstrou um aumento de 5% nas exportações, comparado ao último ano. As exportações de carne suína também tiveram alta de 15% ao ano.Leia tambémIrã fecha Estreito de Ormuz de novo e ameaça romper cessar-fogo por ataques ao LíbanoIsrael afirmou na noite desta terça que pausaria ataques ao Irã, mas que ações no Líbano continuariamPara o Bank of America, o forte desempenho das exportações brasileiras ressalta um cenário global de oferta e demanda de proteína bastante restrito, com o país bem posicionado como um importante mercado de origem.Em março, entretanto, as comparações anuais mostraram um leve recuo. De acordo com o Bradesco BBI, os resultados sofreram fortes pressões pela queda nas exportações para os EUA e para a China, provocando variações no volumes brasileiros. A carne suína chegou a um nível recorde, com aumento de 11% em relação ao mês de março do ano anterior. Já a exportação de aves e de carne bovina recuaram, com quedas de 8% e de 6%, respectivamente.Os preços do gado no Brasil também subiram 5,8% em relação ao ano anterior e 6,3% em relação ao trimestre anterior, em reais. Conforme o BBI, para o frango, os custos de produção permaneceram estáveis, na comparação com o ano, com os custos de ração (63% dos custos totais) caindo 9% em relação ao ano anterior no 1T26.Na visão do BBI, houve alívio nas margens de carne bovina nos EUA, enquanto aves estão sob pressão. Os analistas avaliam que o momento de resultados do setor tende a perder tração, com spreads mais pressionados, especialmente em aves, em função do patamar elevado dos custos de alimentação tanto no Brasil quanto nos EUA.O salto recente dos spreads de carne bovina nos EUA levanta a discussão se os fechamentos de capacidade de abate estariam levando a um equilíbrio maior de margens neste estágio do ciclo do gado ou se o movimento foi pontual, associado à greve na planta de Greeley —hipótese que consideramos mais provável. Do lado das aves, apesar da alta sazonal dos preços nos EUA, o ritmo tem sido mais lento que o padrão histórico, reforçando a leitura de desaceleração. Em conjunto, os números de março trouxeram novos elementos, mas não alteram nossa visão estrutural para o segmento de proteínas. “Nesse contexto, a JBS segue se destacando como nossa principal escolha no setor, sustentada por sua diversificação entre proteínas e geografias e por um valuation ainda descontado em relação aos pares”, aponta. Impacto nos mercadosEm uma análise mais voltada para o mercado, o Itaú BBA reforçou a visão construtiva sobre JBS (BDR: JBSS32) e Minerva (BEEF3) e manteve a classificação neutra para MBRF (MBRF3).De acordo com o banco, os fluxos de exportação continuam sendo um importante amortecedor para as empresas do setor. Em se tratando das aves, por exemplo, a recuperação da oferta do segmento tem sido absorvida pelos mercados externos.Apesar disso, o desenrolar das tensões geopolíticas envolvendo os EUA podem gerar efeitos secundários no mercado mundial. No Brasil, conforme os economistas, um desses efeitos inclui o redirecionamento de oferta adicional para o país por frigoríficos menores incapazes de realocar volumes para outros mercados.Ao mesmo tempo, a demanda chinesa tem sido um importante fator para a alta dos preços do gado no Brasil. De acordo com os analistas, isso acontece à medida que embarques acelerados buscam preencher a cota anual de exportação do país. Com o ritmo atual, o banco acredita que a cota chinesa para o ano seja totalmente utilizada até meados de 2026.JBS como principal escolhaDe acordo com o BBA, os investidores têm se questionado se ainda há potencial de valorização no curto prazo, após o desempenho sólido das ações da JBS no acumulado do ano. Para os analistas, a companhia tem espaço para um re-rating adicional, ainda que limitado.Para o banco, o desconto remanescente em relação aos pares globais e a expectativa de inclusão em índices americanos sustentam a JBS como principal escolha dentro da cobetura do banco.The post Exportações de proteína do Brasil mantêm ritmo e analistas destacam preferências appeared first on InfoMoney.

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