FIIs X Tesouro Direto: por que investir em fundos com títulos pagando até 14% ao ano?

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As taxas do Tesouro Direto voltaram a acelerar na sessão desta sexta-feira (13), com títulos indexados à inflação oferecendo retorno de 7,85% mais IPCA. O prefixado com vencimento em 2032 pagava nesta manhã 13,99% ao ano. O patamar elevado dos juros costuma gerar um debate sobre os possíveis impactos na demanda por fundos imobiliários.Na visão de Flavio Pires, responsável pela cobertura de fundos imobiliários do Santander, esse movimento tende a impactar principalmente o comportamento das cotas negociadas em Bolsa, mais sensíveis à comparação com a renda fixa.“Com os títulos públicos aumentando no curto prazo as taxas de retorno, avaliamos que poderá haver uma redução temporária no fluxo financeiro e de investidores para ativos de maior risco, como os FIIs”, afirma.Fluxo Mensal de Investidores. Fonte: Santander. Segundo Sylvio Martins, analista de produtos alternativos da Arton Advisors, o aumento das taxas pode levar parte dos investidores a comparar novamente a renda fixa com os dividendos distribuídos pelos FIIs.Porém, não muda o crescimento estrutural visto na classe de ativo. “Olhando para o histórico recente, tivemos um aumento no número de CPFs na classe de fundos imobiliários mesmo com o Tesouro IPCA+ ultrapassando o nível de 7% real. Vemos esse movimento [uma possível redução no fluxo] como algo mais de curto prazo”.Leia Mais: Alta do petróleo e risco de inflação podem afetar os FIIs? Especialistas respondemMercado de FIIs deve seguir com crescimento sustentável Mesmo com o avanço recente das taxas do Tesouro, especialistas avaliam que o cenário estrutural continua favorável aos fundos imobiliários, especialmente diante da expectativa de queda da Taxa Selic ao longo do ano.“À medida que a Selic cai, a atratividade da classe aumenta, uma vez que os dividendos dos FIIs ficam mais interessantes para investidores que fazem a comparação com o CDI”, explica Martins.O analista ressalta, no entanto, que fatores externos ainda podem gerar volatilidade no curto prazo e sobre o quão longo será a queda do juros. “Um cenário mais inflacionário poderia resultar em um ciclo mais longo de juros altos ou em uma queda menor do que a antecipada, o que poderia frear a retomada das cotas para seus valores patrimoniais”, comenta.Atualmente, o IFIX ainda negocia com desconto médio de cerca de 10% em relação ao valor patrimonial dos fundos, com alguns segmentos apresentando deságios ainda maiores. No caso das lajes corporativas, por exemplo, os descontos podem superar 25%.“De maneira geral, seguimos vendo a classe com ventos positivos à frente. Não enxergamos chances relevantes de alta da Selic até o fim do ano. Esse curto prazo parece mais uma turbulência”, conclui. Leia Mais: É preciso mudar sua carteira de FIIs diante do cenário global? Sidney Angulo respondeThe post FIIs X Tesouro Direto: por que investir em fundos com títulos pagando até 14% ao ano? appeared first on InfoMoney.

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