A parcela da população paulista que não frequenta qualquer atividade cultural aumentou desde a pandemia de Covid-19 e não voltou aos patamares anteriores. Segundo pesquisa da Fundação Seade, essa proporção da população do Estado de São Paulo era de 21% em 2029, foi a 27% em 2022 e fechou 2025 em 26%. Desde o começou da pesquisa, em 2018, a maior queda foi observada entre os frequentadores de cinemas, que encolheu de 50% para 35%.A nova queda da frequência aos cinemas caiu após uma ligeira recuperação em 2024, quando atingiu 41%. De acordo com os pesquisadores, pelo menos parte desse resultado pode estar associado ao aumento de assinaturas de serviços de streaming nos últimos anos.Fonte: Fundação SeadeLeia também: O que o Oscar tem a ver com FIIs? Entenda a importância do cinema para os fundosEntre outros dados do estudo sobre o acesso a atividades culturais em São Paulo, foi verificado que a frequência a bibliotecas manteve-se estável em 21% desde 2022, porem proporção menor do que a registrada em 2018 (29%).Já as idas a museus, foram informadas por 33% da população em 2018 e 2024, próximo dos 32% de 2025. A proporção dos que frequentaram shows ou espetáculos de música, dança, teatro e circo ou outras formas de arte era de 47% em 2025, também ainda abaixo da registrada em 2018 e 2024 (50%).Segundo a Fundação Seade, a frequência às atividades culturais varia bastante conforme as características pessoais e geográficas da população. Sobre o público de cinema, por exemplo, em 2025 as porcentagens aumentaram conforme o porte do município, passando de 15% nos menores para 44% nos maiores.O município de São Paulo, além de concentrar o maior número de habitantes do país, oferece grande quantidade de estabelecimentos e diversidade de projeções, reunindo condições para promover grandes eventos cinematográficos. Possivelmente devido a essas características, a capital apresentou maior proporção de frequentadores de cinema (46%) do que a Região Metropolitana de São Paulo (41%) e o interior (30%).Em relação aos atributos pessoais, as participações mais elevadas de frequência a cinemas foram entre os jovens de 18 a 29 anos (63%), as pessoas com maior renda familiar (53%) e maior escolaridade (50%), enquanto não houve diferença entre a proporção de homens e mulheres (35%).Museus e bibliotecasNo ano passado, 45% dos moradores da capital visitaram museus, parcela maior do que a registrada na RMSP (39%) e no interior (26%), o que também pode estar associado ao número de habitantes e à oferta de estabelecimentos. A frequência a museus foi maior quanto maior o porte do município, partindo de 16% nos menores e chegando a 39% nos maiores.Os moradores em faixas etárias abaixo dos 60 anos de idade foram mais a museus (cerca de 38%) do que aqueles com 60 anos e mais (28%), assim como a frequência é mais elevada entre as pessoas de maior renda familiar (53%) e nível de escolaridade (45%).A proporção de pessoas que utilizaram bibliotecas na capital foi superior (27%) à registrada na RMSP (22%) e no interior (20%), assim como foi maior nos municípios de grande porte (25%) do que nos de pequeno porte (18%).Por atributos pessoais, as parcelas mais elevadas de frequência a bibliotecas foram registradas entre os jovens (27%), pessoas com ensino superior (27%), maior renda familiar (26%) e entre os homens (24%).ShowsPor reunir vários tipos de atividades culturais, a categoria shows, espetáculos de música, dança, teatro, circo e outras formas de arte foi mais frequentada pelos moradores do Estado. Na capital, 49% dos moradores foram a esses tipos de eventos em 2025; 47% no interior; e 46% na RMSP. Nos municípios com mais de 20 mil habitantes, as proporções variaram de 46% a 48%, sendo menor naqueles com até 20 mil habitantes (43%).Entre as pessoas com maior renda familiar, essa proporção foi mais elevada (63%), bem como entre aquelas com 30 a 44 anos de idade e com ensino superior (60%). A participação entre os homens (48%) foi ligeiramente maior do que entre as mulheres (46%).The post Frequência ao cinema em São Paulo em 2025 cai para patamar pós-pandemia appeared first on InfoMoney.
