Conteúdo MAG SegurosTer uma renda alta não significa que a família terá um bom equilíbrio financeiro. É o que alerta Thiago Godoy, conhecido como Papai Financeiro.Segundo Thiago, educador financeiro com mais de 11 anos de experiência e autor do best-seller Emoções Financeiras, essa situação não depende necessariamente do gênero, do valor do patrimônio ou da renda, mas está profundamente enraizada em fatores culturais que influenciam a forma como o dinheiro é gerido no núcleo familiar.“Eu já vi casos de família que tem muito dinheiro, ganha muito bem e é completamente desequilibrada financeiramente”, diz Godoy em episódio da nova temporada do videocast Zona Segura, da MAG Seguros. Na perspectiva do especialista, ter um patrimônio alto sem organização e proteção adequada pode ser tão perigoso quanto a ausência de recursos. Segundo ele, o controle financeiro deve andar de mãos dadas com a proteção e planejamento, como um seguro de vida.Leia mais: Não falar de dívida pode gerar conflito e até desfazer relações, diz Papai FinanceiroAlta renda e equilíbrio financeiro nem sempre se cruzamTer um salário alto ou uma boa receita familiar não implica, automaticamente, organização ou estabilidade nas finanças, segundo o papai financeiro. Ele afirma que famílias com grande poder aquisitivo podem estar longe de ter controle sobre suas finanças, o que pode levar a problemas sérios e desequilíbrios financeiros. “Ganha muito bem, mas falta controle, planejamento e diálogo sobre dinheiro. Isso resulta em confusões, endividamentos e até conflitos familiares.”Perguntado sobre a influência do gênero no comportamento financeiro, Thiago diz que as diferenças estão mais ligadas à cultura do que a características intrínsecas.Leia também: Educação financeira: primeiro passo começa quando filhos nascem, diz Papai FinanceiroMulheres foram restringidas na gestão das finançasAté 1962, as mulheres brasileiras precisavam da autorização do marido para abrir uma conta bancária. Até então, o Código Civil de 1916 as considerava incapazes para assuntos financeiros e patrimoniais. Essa realidade mudou apenas com a aprovação do Estatuto da Mulher Casada, que revogou esses artigos e garantiu às mulheres a autonomia para administrar seu dinheiro e patrimônio.No entanto, isso moldou crenças, preconceitos e práticas que ainda persistem, segundo o papai financeiro.“As mulheres correspondem a 70% do meu público. Algumas costumam dizer que não são boas com dinheiro. Mas quando falam assim, acabam reforçando uma ideia que não é verdadeira.”Leia mais: Como a reforma tributária pode impactar a transferência de bens?Segundo o especialista, o que existe é uma questão cultural de estímulo ou restrição, não uma diferença de competência. “Muitas não receberam educação financeira na infância, mas isso não significa que elas não possam ser tão boas ou melhores que qualquer outra pessoa”, diz.Thiago observa ainda que, em muitos programas de transferência de renda no Brasil e no mundo, as mulheres desempenham papel central no cuidado do orçamento familiar. Na maioria desses programas, os recursos são direcionados principalmente para elas, uma vez que priorizam o cuidado familiar.“A mulher, comprovadamente, leva o dinheiro para o leite do filho, enquanto o homem não gasta bem esse dinheiro.”Thiago Godoy, mais conhecido como Papai Financeiro, em entrevista ao videocast Zona Segura (Reprodução/YouTube MAG)Leia mais: Até que idade é possível contratar um seguro de vida?Seguro de vida é peça-chave para o planejamento familiarSegundo Godoy, o seguro de vida tem um papel vital dentro do planejamento financeiro. Mais do que uma proteção econômica, ele representa a garantia de que o esforço e os sonhos construídos durante a vida terão continuidade e serão preservados mesmo se algo inesperado ocorrer.“Quando alguém tem um objeto roubado, como um relógio, o prejuízo é apenas financeiro. Mas e quando falamos da vida? O valor da vida é incalculável e não pode ser medido em dinheiro. É por isso que o seguro de vida é tão importante, ele protege algo que não tem preço”, afirma.Para ele, o seguro de vida é um complemento essencial dentro da estratégia financeira de qualquer pessoa. Mesmo para quem ainda não possui um planejamento financeiro estruturado, contratar um seguro significa dar o primeiro passo para proteger o que realmente importa.“Você está investindo um valor relativamente pequeno para proteger algo inestimável”— Thiago Godoy, o Papai FinanceiroApesar do crescimento do mercado de seguros no Brasil, muitos brasileiros ainda não perceberam a importância dessa proteção, enquanto já compreendem bem a necessidade do seguro para bens materiais, como o carro. Segundo Thiago, essa conscientização precisa avançar para que mais famílias garantam tranquilidade e segurança financeira para o futuro.Tem alguma dúvida sobre o tema? Envie para leitor.seguros@infomoney.com.br que buscamos um especialista para responder para você!The post Ganhar bem não é sinônimo de controle e equilíbrio nas finanças, diz Papai Financeiro appeared first on InfoMoney.
