Gleisi: manutenção da Selic seria ‘um absurdo’ e implica em aumento dívida pública

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A ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, afirmou nesta quarta-feira, 28, que a manutenção da taxa de juros em 15% seria “um absurdo” e que isso implica no aumento da dívida pública brasileira. A declaração da ministra ocorre poucas horas antes de o Comitê de Política Monetária (Copom) divulgar a taxa Selic, com previsão de que se mantenha no mesmo patamar, de 15%, que está desde junho de 2025.“Dentro do governo, nós temos externado que é um absurdo os juros continuarem neste patamar de 15%. Isso só tem implicação em uma coisa: o aumento da dívida pública brasileira. Aí tem gente querendo que a gente faça corte no fiscal para baixar a relação de dívida-PIB. Querem que gente deixe de gastar em saúde e educação. Porque a cada um ponto porcentual da taxa de juros, significa R$ 50 bilhões. Então, eu não vejo o porquê manter”, disse a ministra.Leia tambémJuro real de 10% é “crime” e reflete conflito entre políticas, diz ex-diretor do BCPara Luiz Fernando Figueiredo, Selic elevada é consequência de gasto público expansionista, dívida crescente e conflito entre política fiscal e monetáriaGleisi afirmou ainda que não há motivos que justifiquem a atual taxa Selic. Segundo ela, a inflação dentro da banda da meta e a queda do dólar e do preços dos alimentos deveriam ser acompanhados de uma redução dos juros.“A quem interessa? Para que manter essa taxa de juros? Eu realmente espero que todo mundo pare e faça uma reflexão e comece a baixar a taxa de juros nessa próxima reunião”, declarou a ministra.A ministra também afirmou que espera que as autoridades monetárias que participam do Copom tenham uma “sensibilidade sobre o que está acontecendo no País”. O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) realiza nesta quarta-feira sua primeira reunião do ano, com perspectiva de manter a Selic em 15%.The post Gleisi: manutenção da Selic seria ‘um absurdo’ e implica em aumento dívida pública appeared first on InfoMoney.

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