O Goldman Sachs elevou a recomendação de PRIO (PRIO3) de neutro para compra, com preço-alvo de R$ 58,45, pois projeta um forte crescimento orgânico da produção e maior visibilidade para dividendos. Às 11h15, as ações da petroleira subiam 3,81%, R$ 48,01.De forma semelhante a 2023, o banco avalia que 2026 pode ser um ano de crescimento orgânico relevante para a PRIO, com o primeiro óleo de Wahoo e um poço adicional em Frade sendo capazes de mais do que compensar o declínio natural da produção. A expectativa é de alta de 68% na produção média anual, ou cerca de 40% em termos comparáveis, excluindo a recente aquisição de participação adicional em Peregrino.Apesar dos riscos de execução, o banco destaca o histórico sólido da PRIO em campanhas de perfuração, o que favorece uma relação risco-retorno positiva.Leia tambémIbovespa Hoje Ao Vivo: Bolsa engata nova alta, acima dos 176 mil pontosÍndices futuros dos EUA recuam Morgan Stanley eleva recomendação de C&A para compra e ação dispara 5%Banco também apontou tendências para o varejo em 2026Nos próximos 12 meses, a petroleira também pode trazer mais detalhes sobre sua política de remuneração aos acionistas, com possível anúncio até o primeiro semestre de 2026. O banco vê espaço para retorno total ao acionista de cerca de 7% em 2026, mantendo uma alavancagem saudável, com dívida líquida sobre EBITDA dos últimos 12 meses em 1,2 vez ao fim do período.Olhando mais adiante, após 2027, o Goldman acredita que o forte fluxo de caixa (FCF) e o balanço enxuto da PRIO podem ser utilizados tanto para aquisições com criação de valor quanto para distribuições relevantes aos acionistas, preservando níveis confortáveis de alavancagem. Como referência, o banco estima potencial para dividendos e recompras de até 24% em 2027, mantendo a alavancagem ao redor de 1 vez.PetroRecôncavo (RECV3)O banco também rebaixou a PetroRecôncavo de neutro para venda, com preço-alvo de R$ 9,50, diante de uma expectativa de crescimento limitado da produção no futuro e de um capex de manutenção acima do antecipado, fatores que devem pressionar o rendimento de fluxo de caixa livre (FCFy) na faixa de um dígito, além de um valuation relativamente exigente em um cenário de riscos de queda para o petróleo.O Goldman estima FCFy médio em patamar médio de um dígito em 2026 e 2027, assumindo preço médio do Brent de US$ 62 por barril em cada ano, abaixo da média dos pares. O banco também vê poucos catalisadores no curto e médio prazo para a ação e avalia que há relações risco-retorno mais atrativas em outras companhias sob sua cobertura no setor de energia.Brava Energia (BRAV3)Além disso, o Goldman Sachs mantém recomendação de venda para a Brava e preço-alvo de R$ 15, uma vez que a petrolífera continua sendo a empresa mais exposta à volatilidade do preço do petróleo no universo de cobertura do banco, com o maior impacto sobre o FCFy para cada variação de US$ 1 o barril no Brent em 2026, além de FCFy em patamar médio de um dígito em 2026. Ainda assim, analistas destacam que a administração vem adotando uma estratégia de hedge e acreditam que a Brava tem focado na otimização do balanço e na redução do endividamento, o que pode mitigar parcialmente a exposição a um cenário de queda do Brent.The post Goldman eleva PRIO para compra e rebaixa PetroRecôncavo para venda; PRIO3 dispara appeared first on InfoMoney.
