Goldman Sachs eleva recomendação de Fleury para compra e aponta 5 razões; ação sobe

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Após um longo período de preocupação com a tendência de rentabilidade da Fleury (FLRY3), o Goldman Sachs avalia que a dinâmica de retorno sobre o capital investido (ROIC) permanece saudável. Com isso, o banco elevou a recomendação das ações da gigante de diagnósticos de neutra para compra e aumentou o preço-alvo para R$ 18, ante R$ 15. Às 10h41, as ações da companhia subiam 3,01%, a R$ 16,11.Embora o Goldman siga avaliando que a alta penetração da Fleury no segmento premium limita novas oportunidades de consolidação nesse nicho, o desempenho de vendas mesmas lojas (SSS) da marca premium surpreendeu positivamente nos últimos trimestres e pode sustentar a rentabilidade adiante, caso se mantenha.Leia tambémIbovespa Hoje Ao Vivo: Bolsa dispara mais de 1% e chega aos 168 mil pontosÍndices futuros dos EUA têm leves ganhosAzul, Tenda, Dexco, Westwing, BRB, Simpar e mais ações para acompanhar hojeConfira os principais destaques do noticiário corporativo desta quarta-feira (21)A visão mais construtiva sobre o papel se apoia em cinco principais fatores:1 – Rentabilidade acima do esperado Ao analisar o ROIC histórico de 12 meses dos últimos dois anos, o banco observa comportamento estável, especialmente desde 2024, quando os ganhos de sinergia da aquisição da Hermes Pardini se consolidaram. No 3T25, o ROIC LTM aumentou 1,6 ponto percentual em relação a 2023, excluindo intangíveis.Para o Goldman, o risco de deterioração do ROIC é limitado, diante de margens estáveis ou em leve expansão, capital de giro controlado e ausência de expectativa de aceleração relevante de investimentos.2 – Fundamentos sólidos e forte relacionamento com operadorasO banco também avalia que o relacionamento sólido com os pagadores e os fundamentos resilientes do segmento de diagnósticos devem favorecer a Fleury em 2026. O índice de sinistralidade (MLR) dos planos de saúde no Brasil retornou, até o 9M25, a níveis pré-pandemia, refletindo um foco maior dos pagadores em rentabilidade. Após o pico em 2022, provocado pelo aumento de frequência de procedimentos após mudanças regulatórias, a sinistralidade apresentou melhora relevante, impulsionada por reajustes de preços acima da média histórica em 2023 e por uma maior racionalização de sinistros, com oferta de produtos de rede mais restrita e priorização de prestadores considerados mais eficientes.Nesse contexto, o Goldman entende que a Fleury se beneficia de sua forte marca e relacionamento com operadoras, podendo se consolidar como prestador preferencial de serviços de diagnóstico, especialmente em regiões onde tem presença relevante, como São Paulo. 3- Dividend yield de 8%O Goldman acredita que a Fleury está bem posicionada para manter uma geração consistente de caixa operacional. A alavancagem de 1,6 vez dívida líquida/EBITDA (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) no 3T25, segundo a metodologia do banco, abre espaço para aceleração do pagamento de dividendos em 2026. Em um cenário-base de payout de 90%, o banco estima um dividend yield em torno de 8%, mantendo a alavancagem praticamente estável, o que sugere potencial de alta adicional no payout. Essa estimativa considera apenas os dividendos referentes aos lucros de 2026, excluindo o dividendo extraordinário de 2025 a ser pago em 2026.4- Opções de crescimento não precificadasO Goldman também vê aquisições como uma opcionalidade relevante para a tese. A Fleury realizou diversas aquisições nos últimos dois anos para impulsionar o crescimento e, dada a estrutura de capital leve, essa estratégia deve continuar. O banco avalia positivamente a disciplina de alocação de capital da companhia, focada em aquisições com retorno incremental, abaixo ou próximo ao múltiplo EV/EBITDA da Fleury, explorando ganhos de escala e eficiência operacional. Como novas aquisições não estão incorporadas ao cenário-base, o Goldman vê potencial adicional de valorização caso oportunidades se materializem.5- Momento favorável de resultadosPara o 4T25, o Goldman projeta crescimento de receita de 11% na comparação anual, com margem estável. O banco revisou para cima suas estimativas para a marca premium, agora esperando alta de 6,5%, refletindo melhorias estruturais, como expansão do portfólio de serviços, maior uso de atendimentos móveis e investimentos em infraestrutura. A margem EBITDA deve permanecer estável, com ganhos de alavancagem operacional compensando um mix levemente mais fraco. Com isso, o Goldman estima EBITDA de R$ 450 milhões no trimestre, alta de 11% em relação ao ano anterior.Riscos para teseEm paralelo, os principais riscos apontados para a tese incluem o menor número de dias úteis em 2026, o que pode pressionar o volume de atendimentos nas principais unidades PSC, em razão da Copa do Mundo da FIFA e de um maior número de feriados em comparação a 2025.Outro ponto de atenção é a possível intensificação da concorrência, diante da recuperação operacional gradual da Dasa (DASA3).The post Goldman Sachs eleva recomendação de Fleury para compra e aponta 5 razões; ação sobe appeared first on InfoMoney.

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