Você sabia que o Ibovespa não só atingiu níveis recordes, ultrapassando os 158,5 mil pontos, em uma série de máximas históricas, como também vem sustentando uma sequência de altas raramente vista desde o lançamento do Plano Real?
E nesse cenário de fervura para o mercado de ações, surge a pergunta de muitos investidores: ainda vale a pena ainda investir em ações? E se sim, como aproveitar esse momento explosivo com consciência e estratégia?
Para Antônio Sanches, analista de research da Rico, o investimento em ações é bastante promissor, além de ser uma forma de pensar como sócio de longo prazo. “Investir em ações é investir em empresas. Você acredita no potencial de crescimento delas, na geração de lucros e no aumento do seu patrimônio ao longo do tempo”, explica.
Vantagens e riscos de investir em ações
O principal atrativo das ações é o potencial de valorização no longo prazo. Isso porque, quando a empresa cresce, seus lucros aumentam. E isso se reflete diretamente no preço dos papéis e nos dividendos distribuídos. “Você tem o aumento do patrimônio pela valorização e o recebimento de rendimentos ao longo do tempo”, explica Sanches.
Mas há também riscos, evidentemente. O valor das ações, por exemplo, oscila diariamente e, diferentemente da renda fixa, não há garantia do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), caso ocorra algum problema com o ativo financeiro.
“Durante a pandemia, vimos papéis caírem 60% em poucos dias e se recuperarem logo depois. Esse sobe e desce pode assustar e levar o investidor a decisões precipitadas”, diz o analista.
Por isso, investir em ações exige visão de longo prazo, estratégia e disciplina. O segredo está em entender que volatilidade é parte do jogo, e que o tempo é o melhor aliado do investidor paciente.
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Para quem é indicado investir em ações?
Então, é importante que fique bem claro que investir na Bolsa não é para quem busca resultados imediatos. É para quem quer construir patrimônio ao longo do tempo e está disposto a lidar com as oscilações do mercado.
Segundo Sanches, antes de pensar em ações, é preciso ter uma reserva de emergência e um horizonte de investimento mais longo, de pelo menos três a cinco anos.
“A renda variável é indicada para quem consegue deixar o dinheiro aplicado por mais tempo e não precisa resgatar em um momento de queda”— Antônio Sanches, analista de research da Rico
Também é importante entender o próprio perfil. Investidores moderados e arrojados tendem a se adaptar melhor ao comportamento da Bolsa, mas qualquer pessoa pode aprender a investir. Desde que comece com estratégia e educação financeira.
Como saber a hora de investir em ações?
Saber quando investir em ações é uma das maiores dúvidas de quem está começando. Sanches explica que o primeiro passo é olhar para o próprio momento financeiro e não apenas para o cenário econômico. “Antes de olhar para o mercado, o investidor precisa avaliar se está preparado para deixar o dinheiro aplicado por mais tempo”, conta.
No contexto macroeconômico, períodos de queda da taxa Selic, geralmente, são favoráveis para quem quer entrar na Bolsa. Afinal de contas, juros menores tornam a renda fixa menos atrativa e aumentam o fluxo de recursos para ações.
“Momentos que antecedem cortes de juros costumam ser bons para o investimento em ações, porque a economia tende a ganhar fôlego e o mercado de capitais se fortalece”— Antônio Sanches
Ainda assim, tentar “acertar o timing” é um erro clássico. “O tempo no mercado é mais importante do que acertar o tempo do mercado”, reforça Sanches.
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Como saber em qual empresa investir?
E aí, depois de decidir entrar na Bolsa, vem a pergunta inevitável: em quais ações investir? Sanches recomenda começar de cima para baixo. É o chamado método “top-down”.
Funciona assim: primeiro é preciso entender o cenário econômico. Depois, identificar setores com boas perspectivas e, por fim, selecionar as empresas mais sólidas dentro desses setores.
“Avalie como está a economia, quais setores tendem a se beneficiar e, dentro deles, busque companhias com lucros consistentes, margens saudáveis e baixo endividamento”, diz o analista.
Na sequência, é hora de olhar para os múltiplos financeiros, como o Preço/Lucro (P/L), e comparar com concorrentes diretos. “Você precisa entender essas relações de preço e lucro dentro do setor para avaliar se a empresa está cara ou barata”, ensina o analista.
Aprenda o passo a passo completo para começar a investir em ações
E para quem está começando, o processo pode parecer complexo. Mas não precisa ser. Veja, a seguir, um passo a passo prático para iniciar sua jornada na Bolsa:
Defina seu perfil de investidor: descubra se você é conservador, moderado ou arrojado. Isso ajudará a determinar quanto da sua carteira pode ser direcionado à renda variável.
Monte sua reserva de emergência: antes de investir em ações, é essencial ter um colchão financeiro em produtos de alta liquidez, como o Tesouro Selic ou CDBs, por exemplo.
Escolha uma corretora de confiança: prefira instituições com boa reputação, taxas competitivas e acesso fácil a relatórios de análise e carteiras recomendadas.
Decida como investir: você pode começar por fundos de ações, que delegam a gestão a especialistas; ETFs, que replicam índices como o Ibovespa ou o IDIV; e carteiras recomendadas, elaboradas por analistas de research.
Invista com constância e paciência: o segredo está na regularidade. Aportes mensais e visão de longo prazo ajudam a suavizar a volatilidade e aumentar as chances de sucesso.
“Investir em ações é uma maratona, não uma corrida. Quem tem paciência e consistência colhe os melhores resultados. O mercado é amplo. Sempre há oportunidades para quem busca investir com consciência e visão de longo prazo”— Antônio Sanches, analista da Rico
Portanto, mais do que buscar o momento perfeito, o segredo está em investir de forma constante, diversificada e com estratégia. Afinal, quem é sócio de boas empresas participa não só dos lucros, mas do crescimento real dela e da economia.
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