Apesar do aumento da concorrência, o Itaú BBA avalia que a Smart Fit (SMFT3) ainda apresenta retorno atrativo por unidade, com taxa interna de retorno (TIR) real entre cerca de 15% e 19% ao ano, acima do custo de capital. No entanto, o timing preocupa, uma vez que o setor atravessa uma fase intensa de expansão, com cerca de 550 novas unidades abertas por grandes players em 2025, equivalente a 37% da base de 2024, e planos igualmente agressivos para 2026. Às 10h55 (horário de Brasília) desta segunda-feira (13), as ações da rede de academias caíam 0,69%, a R$ 18,81.Segundo relatório, a queda de alunos por unidade já reflete esse movimento, indicando um ano mais difícil e colocando à prova as vantagens competitivas. Dado o alto custo fixo do modelo, a menor ocupação tende a pressionar margens ao longo do tempo.Por um lado, a avaliação da ação, próxima de 10 vezes o lucro projetado para 2027, já incorpora parte desse risco. Com isso, o BBA reiterou recomendação outperform (desempenho acima da média do mercado, equivalente à compra) e preço-alvo de R$ 33.Leia tambémPRIO, Petrobras e Brava: petroleiras sobem após fracasso nas negociações EUA-IrãPetróleo opera acima de US$ 100 o barril no mercado internacionalIbovespa Hoje Ao Vivo: Bolsa cai com peso do exterior; PETR4 sobeBolsas dos EUA recuam em meio a tensões renovadas sobre o Estreito de Ormuz Aumento da concorrênciaO Itaú BBA conclui que Smart Fit, Bluefit e Selfit já apresentam sinais iniciais de menor densidade de alunos por unidade madura, mesmo considerando usuários de agregadores (plataformas que intermediam o acesso às academias por meio de assinaturas corporativas ou coletivas). Preço e custos seguem relevantes, mas a variável central passa a ser o equilíbrio entre oferta e demanda. Nesse contexto, a Bluefit mostra queda relevante de rentabilidade em 2025, enquanto a Selfit ainda demonstra maior resiliência. Para 2026, na visão banco, o cenário tende a seguir desafiador.Smart Fit tem maior lucro por unidade No Brasil, a Smart Fit registrou cerca de 3.285 alunos por academia madura em 2025, queda de 2,9% anual, já refletindo efeitos de competição e canibalização, tendência que deve persistir em 2026. O ticket médio subiu 6,7%, impulsionado por aumento de cerca de 7% no plano Black e menor diferença entre receita de agregadores e clientes diretos. Já a receita por unidade foi de R$ 4,8 milhões ao ano, alta de 3,6%, abaixo da inflação, enquanto o lucro bruto atingiu R$ 2,05 milhões, crescimento de 5,5%, com margem de 48,5%, avanço de 0,6 ponto percentual, sustentado por disciplina de custos e aluguéis mais baixos em unidades mais novas.BluefitNa análise de academias maduras próprias, os principais destaques são: base de 2.852 alunos por unidade, 13% inferior à Smart Fit, com penetração de usuários Wellhub em nível de um dígito alto, implicando leve queda anual no total de membros. O ticket médio, incluindo agregadores, subiu 5,4% no ano e ficou 17,5% acima da Smart Fit, refletindo preços mais altos no modelo avulso e menor penetração de agregadores. A receita bruta por unidade atingiu R$ 4,9 milhões ao ano, alta de 4,5%, abaixo da inflação, e levemente acima da Smart Fit. O BBA destaca que o menor crescimento de receita já começa a comprometer a economia das unidades maduras, enquanto manter custos abaixo da inflação se torna difícil.SelfitA Selfit apresentou receita bruta de R$ 3,6 milhões por unidade madura em 2025, queda de 1% anual e 24% abaixo da Smart Fit. Apesar de não divulgar número de alunos, o banco estima aumento de ticket médio em nível de um dígito médio, o que sugere queda de volume de alunos por unidade. A expansão de concorrentes de baixo custo fora de São Paulo e a competição com planos mais baratos de agregadores podem pressionar ainda mais a base em 2026. Por outro lado, o lucro bruto caixa foi estimado em R$ 1,38 milhão por unidade, alta de 2,7% anual, com margem de 44%, avanço de 1,6 ponto percentual, evidenciando forte controle de custos, embora ainda inferior à Smart Fit.The post Itaú BBA vê retorno atrativo da Smart Fit, mas alerta para aumento da concorrência appeared first on InfoMoney.
