O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSD), afirmou nesta quarta-feira (25) que vai permanecer no comando de seu estado até o fim do ano caso o presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, escolha Ronaldo Caiado como pré-candidato a presidente da República. Ele concedeu entrevista ao desembarcar na capital paulista no aeroporto de Congonhas e terá uma reunião com o cacique do partido ainda na tarde desta quarta-feira (25).Na terça-feira (24) o governador de Goiás esteve com Kassab em São Paulo e “só manifestou a sua disposição, a sua motivação em ser candidato, o que é muito bom”, disse Kassab, que não confirmou qual nome será o escolhido do partido, apesar da preferência por Caiado, segundo aliados.Leia tambémPSD pede eleições diretas para governo do RJ; Cavaliere diz que Paes seria candidatoPartido argumenta que, após decisão do TSE, modelo de votação para mandato-tampão deveria ser o de sufrágio universalLeite: PSD terá de decidir se que defende anistia ou fala de um Brasil diferenteEm disputa com Ronaldo Caiado, governador gaúcho afirma que candidatura presidencial definirá identidade do partido e descarta concorrer ao Senado“A eleição mais importante até aqui para mim foi a de 2022, que me escolheu governador do Rio Grande do Sul, pela primeira vez um governador reeleito na história do Rio Grande do Sul. Se eu vou deixar o meu mandato é para algo maior, que é concorrer a presidente da República num contexto que o Brasil precisa de uma alternativa. Se não houver essa possibilidade, eu permaneço no cargo até o final do meu mandato”, disse Leite, que descartou, por ora, uma eventual mudança de partido.“Não estou trabalhando com a hipótese de troca de partido, insisto que o PSD vai ter agora o momento de definir como ele se apresenta para o Brasil. Vai ser a primeira eleição presidencial com um candidato do PSD. A gente vai escolher a forma de nos apresentarmos ao país se nós queremos ser efetivamente alternativa à polarização ou se a gente vai disputar em um dos polos os votos dos eleitores que já parecem estar se consolidando naqueles polos”, ressaltou Leite.Na última pesquisa Datafolha, divulgada no início do mês, o governador gaúcho apareceu com 3% das intenções de voto. Nesse cenário, o presidente Lula possui 39% da preferência dos entrevistados, ante 34% d senador Flávio Bolsonaro. Romeu Zema (Novo) possui 4%.Para Leite, no momento, as pesquisas refletem mais uma polarização entre Lula e Bolsonaro do que para sinalizar uma vontade do eleitorado.“Muita gente está apresentando intenção de votos nesse momento em Lula, porque quer conter a volta dos Bolsonaros, e muita gente está indicando o voto no Flávio Bolsonaro, pelo sobrenome que carrega, porque quer conter e tirar o Lula do poder e o PT do poder. Muitos não estão entusiasmados em ter que fazer essa escolha. E, nesse momento, não conhecem o cardápio todo dos candidatos. Então, a intenção de votos é menos relevante numa pesquisa de opinião nesse momento, porque não tem uma eleição posta, não tem candidaturas postas, definidas ainda. O eleitor vai debruçar a sua atenção sobre isso, mais adiante, quando a campanha efetivamente for deflagrada. Nesse momento, o que a gente tem que captar dessas pesquisas é o que é o sentimento, a percepção, qual é a emoção que esse eleitor está sentindo”, afirmou o governador.Mais tarde, em entrevista à CNN, o governador do Rio Grande do Sul disse que caberá a Kassab escolher qual tipo de candidatura o partido vai escolher.“Agora, o presidente Kassab, conversando com as principais lideranças do partido, vai ter que entender qual é o perfil que ele pretende colocar e qual é a forma como o PSD pretende se apresentar pela primeira vez numa candidatura presidencial. Eu defendo que não seja discutindo anistia nem indulto, eu defendo que seja discutindo um novo Brasil, eu defendo que seja discutindo o futuro do nosso país. Não para ser anti-Lula, nem anti-Bolsonaro, mas para ser pró-Brasil”, disse Leite.The post Leite diz que fica no governo do RS caso Kassab escolha Caiado como pré-candidato appeared first on InfoMoney.
