18 Jan (Reuters) – Governos reagiram com cautela neste domingo ao convite do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para participar do chamado ‘Conselho de Paz’, destinado a resolver conflitos em nível global, um plano que, segundo diplomatas, poderia prejudicar o trabalho das Nações Unidas.Governos pareceram relutantes em fazer declarações públicas, deixando as autoridades expressarem preocupações anônimas sobre o impacto no trabalho da ONU.O conselho seria presidido vitaliciamente por Trump e começaria tratando do conflito de Gaza, depois seria expandido para lidar com outros conflitos, de acordo com uma cópia da carta e do projeto de estatuto vista pela Reuters.Os Estados membros estariam limitados a mandatos de três anos, a menos que pagassem US$ 1 bilhão cada um para financiar as atividades do conselho e obter a condição de membro permanente, afirma a carta.Leia tambémEstatuto de “ONU alternativa” de Trump prevê US$ 1 bi de países e poder a ele mesmoDocumento obtido pela Bloomberg prevê pagamento para garantir vaga permanente no órgão e estatuto que garante amplos poderes ao presidente do futuro órgão – o próprio TrumpTrump anuncia Conselho de Paz em Gaza e Lula pode integrar lista; veja nomesConvites anunciados por Trump reúnem líderes políticos, diplomatas e executivos, e incluem possível participação do presidente brasileiro‘Isso simplesmente oferece associação permanente a países parceiros que demonstram profundo compromisso com a paz, a segurança e a prosperidade’, disse a Casa Branca em um post no X.A primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, em visita à Coreia do Sul, disse aos repórteres que seu país estava ‘pronto para fazer a nossa parte’, embora não tenha ficado claro se ela estava se referindo especificamente a Gaza ou à paz mais ampla.O primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, disse no domingo que, em princípio, concordou com o Conselho de Paz de Trump para Gaza, embora os detalhes ainda estivessem sendo elaborados.The post Líderes mundiais demonstram cautela com “Conselho de Paz” de Trump por causa da ONU appeared first on InfoMoney.
