Mercado Livre pode ameaçar farmácias da Bolsa? Analistas veem risco a ser monitorado

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O Mercado Livre (MELI34) entrou para a categoria de farma no Brasil, oferecendo medicamentos através do aplicativo e site. Por enquanto, as vendas são feitas por meio da farmácia adquirida pela companhia em 2025, mas a empresa já declarou interesse em ampliar serviços para empresas terceiras.Apesar da investida, os mercados ainda não conseguiram totalizar os riscos competitivos dessa iniciativa. De maneira geral, os preços estão muito próximos dos executados pelas redes de farmácia no Brasil. Mesmo com fretes mais agressivos, os prazos de entrega estão mais lentos do que os concorrentes.Leia tambémMercado Livre inicia piloto de venda de medicamentos em SPA venda de medicamentos pelo Mercado Livre ocorre depois que ‌a companhia comprou ​no ano passado a Farmácia CuidamosPara a XP Investimentos, o movimento é positivo para o Mercado Livre por adicionar um mercado grande e de alta recorrência ao portfólio da companhia. Apesar disso, a iniciativa ainda está limitada e muito dependente de parcerias com redes de farmácias para escalar.Do ponto de vista do sentimento do mercado, de acordo com o Morgan Stanley, o surgimento de um potencial novo concorrente é um fator negativo. Conforme os analistas, quaisquer sinais incrementais de progresso podem acabar pressionando as ações. Ainda assim, o posicionamento estratégico das grandes redes de farmácias garante uma certa segurança para as companhias.Mesmo após a entrada do Mercado Livre, a vantagem competitiva tanto de densidade quanto de velocidade das varejistas de farma segue intacta, segundo a XP. De acordo com os analistas, as redes de farmácia brasileiras possuem, hoje, uma oferta estruturalmente diferenciada. Em especial, quando se trata de entrega.As companhias mais consolidadas conseguem, por exemplo, entregar medicamentos em menos de 1h, viabilizado por sua grande capilaridade. Além disso, a estrutura combina consulta ao farmacêutico na loja, amplo sortimento de produtos e fidelidade de clientes. “Ainda é difícil de replicar [essa estrutura] por meio de um modelo de e-commerce”, explicam.Futuro da operaçãoComo demonstrado pela própria companhia, a ambição de longo prazo do Mercado Livre é de construir um marketplace farmacêutico. Para o Morgan Stanley, a regulamentação e a logística devem limitar as perturbações a curto prazo.De acordo com a regulamentação atual, a venda de medicamentos, sejam eles de venda livre ou com receita, deve ser realizada por uma farmácia licenciada. Além disso, as transações devem ocorrer por meio do próprio site da farmácia, e não por plataformas de marketplace.O vendedor também deve se responsabilizar por garantir que o transporte esteja em conformidade com as normas sanitárias aplicáveis. Por causa disso, a nova investida do Mercado Livre tem se limitado à vendas por meio da subsidiária, a Cuidamos Farma.Conforme os analistas do banco, é possível que a empresa esteja em negociações com os órgãos reguladores para ampliar o modelo ao longo do tempo. Com o objetivo, principalmente, de poder incluir a venda por terceiros.Pelas mesmas questões regulatórias, o projeto também ainda não consegue oferecer medicamentos sob prescrição. A XP acredita que o Mercado Livre está trabalhando para que essa oferta seja a próxima etapa dentro da categoria.The post Mercado Livre pode ameaçar farmácias da Bolsa? Analistas veem risco a ser monitorado appeared first on InfoMoney.

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