Ministério do Trabalho inclui BYD em lista por trabalho análogo à escravidão

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(Reuters) – O Ministério do Trabalho colocou ⁠a montadora chinesa BYD em seu cadastro de empresas ‌que submeteram trabalhadores a condições análogas à escravidão, segundo documento publicado pela pasta.A decisão acontece após um escândalo em ‌2024 no qual trabalhadores chineses teriam sido vítimas de tráfico humano e contratos abusivos.A lista acarreta mais riscos à reputação da montadora em seu maior mercado depois da China.Leia tambémGoverno indica Guilherme Mello para conselho de administração da PetrobrasMello foi indicado para substituir Bruno MorettiMinistro da Fazenda anuncia novas subvenções sobre diesel e GLP e apoio a aéreasMedidas visam conter alta nos combustíveis e aumento no querosene de aviação, impulsionados pela guerra no IrãEla também impede a BYD de obter certos tipos de empréstimos de ⁠bancos ‌brasileiros, mas não afeta a operação de sua única fábrica ⁠de automóveis no país, para a qual os trabalhadores foram contratados.A BYD não respondeu a um pedido de comentário.O Jinjiang Group, que a BYD usou para contratar os 163 trabalhadores citados no escândalo, negou as alegações. ​A BYD já havia dito anteriormente que não tinha conhecimento de nenhuma violação até as reportagens da mídia brasileira ​no final de novembro.As autoridades brasileiras argumentaram que a BYD é, em última instância, responsável pelas condições de seus trabalhadores, pois deveria estar supervisionando seus prestadores de serviços.Alojamento lotado, sem colchõesOs trabalhadores chineses contratados pela Jinjiang no Brasil ‌tiveram que entregar seus passaportes ao novo ​empregador, permitir que a maior parte de seus salários fosse enviada diretamente para a China e pagar um depósito de quase US$900 que só ⁠poderia ser devolvido ​após seis meses ​de trabalho, de acordo com um contrato de trabalho visto pela Reuters.Uma inspeção ⁠também encontrou os trabalhadores vivendo amontoados ​em alojamentos sem colchões. Trinta e um trabalhadores foram colocados em uma única casa com apenas um banheiro e comida empilhada ​no chão ao lado de pertences pessoais, no que foi considerado ‘condições degradantes’.O escândalo causou indignação internacional, inclusive ​na China, e ⁠levou a um atraso de meses na construção da fábrica.Mas a BYD parecia ter ⁠deixado o escândalo para trás, com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva participando da inauguração da fábrica em outubro, em uma demonstração do fortalecimento dos laços entre o Brasil e a China.Desde então, a fábrica já produziu mais de 25.000 ​veículos.The post Ministério do Trabalho inclui BYD em lista por trabalho análogo à escravidão appeared first on InfoMoney.

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