Moraes aponta versões contraditórias sobre suposta viagem de Filipe Martins aos EUA

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O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, afirmou nesta terça-feira (16) que não há consenso sobre a informação de que Filipe Martins, ex-assessor internacional de Jair Bolsonaro, teria entrado nos Estados Unidos no fim de 2022.Segundo o magistrado, há registros conflitantes enviados por autoridades americanas, o que motivou a substituição da prisão preventiva por medidas cautelares.A declaração foi feita durante o julgamento do chamado núcleo 2 da ação que apura a tentativa de golpe de Estado. Ao se manifestar antes da análise do mérito, Moraes afastou questionamentos das defesas e mencionou o caso de Martins para explicar o contexto da decisão tomada ainda na fase inicial do processo.Leia tambémSTF determina transferência de TH Jóias para presídio federalEx-deputado foi preso em setembro, num condomínio de luxo na Barra da TijucaMoraes agenda perícia médica de Bolsonaro para dia 17 após defesa pedir cirurgiaMoraes destacou que os exames apresentados pela defesa não são atuaisSegundo o ministro, documentos preliminares indicavam a entrada do ex-assessor em território americano. Posteriormente, porém, surgiram informações apontando possível erro de identificação. Para Moraes, esse cenário de incerteza justificou a revisão da medida mais gravosa, sem relação direta com o conteúdo da denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República.O relator também rejeitou a alegação de nulidade apresentada pelos advogados de Martins. Ele afirmou que a discussão sobre a autenticidade das informações que embasaram a prisão não interfere no julgamento da ação penal e está sendo tratada em investigação própria, conduzida a partir de determinação do próprio Supremo.Filipe Martins foi preso em fevereiro de 2024 sob a suspeita de estar fora do país, mas acabou localizado no Paraná. À época, uma das linhas consideradas era a de que ele teria acompanhado Bolsonaro em uma viagem aos Estados Unidos em 30 de dezembro de 2022. A defesa, no entanto, apresentou comprovantes de que o ex-assessor permaneceu no Brasil, incluindo registros de deslocamento no dia seguinte.Mesmo com a apresentação dessas provas, Martins permaneceu detido por cerca de seis meses. Em outubro, o Departamento de Alfândega e Proteção de Fronteiras dos Estados Unidos informou oficialmente que não havia registro de sua entrada no país na data indicada inicialmente.Após esse posicionamento, Moraes solicitou novos esclarecimentos à Polícia Federal. Em resposta, a corporação levantou a hipótese de que teria ocorrido a inserção deliberada de dados falsos em sistemas migratórios, como forma de confundir ou enfraquecer as investigações conduzidas pelo STF. Segundo a PF, esse tipo de atuação guardaria semelhança com práticas atribuídas à chamada milícia digital, também alvo de apurações na Corte.The post Moraes aponta versões contraditórias sobre suposta viagem de Filipe Martins aos EUA appeared first on InfoMoney.

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