O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que não deixará a alta dos combustíveis afetar os caminhoneiros. A declaração ocorreu durante evento que confirmou a pré-candidatura de Fernando Haddad ao governo de São Paulo, em São Bernardo do Campo.A classe caminhoneira mantém a ameaça de greve, anunciada no começo da semana por queixas sobre o pagamento do piso do frete e o receio de que distribuidoras aumentem drasticamente o preço do diesel com o aumento do petróleo graças a guerra no Irã.Apesar de terem decidido nesta sexta-feira (20) não iniciar a greve, entidades ligadas aos caminhoneiros afirmaram que o estado de greve está mantido até a conclusão das negociações sobre pontos da pauta da categoria ainda pendentes.O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos (PSOL), confirmou que receberá representantes dos caminhoneiros na semana que vem, em mais uma etapa das tratativas abertas após a publicação da medida.Leia tambémCaminhoneiros: estado de greve continua e entidades devem se reunir com BoulosO ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos (PSOL), confirmou que receberá representantes dos caminhoneiros na semana que vem, em mais uma etapa das tratativas abertas após a publicação da medidaAlta no combustívelNa quinta-feira (19), durante a caravana federativa na capital paulista, Lula também comentou sobre a recente alta no combustível e a “falsa inflação” gerada por distribuidoras, que aumentaram valores de produtos ainda não afetados pela guerra no Oriente Médio, como o etanol.“Fizemos mais de uma proposta para subsidiar e não aumentar o preço do combustível, mas aumentaram mesmo assim. Aumentaram o preço do álcool que não tem nada a ver com a guerra. Significa que nesse país tem bandido que quer ganhar dinheiro até no enterro da mãe”, comentou.Segundo o presidente, há uma preocupação com o preço dos combustíveis honesta por parte da população, e o governo federal acionou órgãos de defesa do consumidor, a Polícia Federal e a Receita para evitar cobranças abusivas.O presidente também voltou a solicitar que governadores reduzam o ICMS sobre os combustíveis, afirmando que o governo está disposto a custear metade dos gastos para viabilizar a redução.Contenção de preçosApós anunciar que o mercado de combustíveis está na mira da fiscalização, o governo começou uma forte operação para a fiscalização dos preços praticados por postos e distribuidoras. Em São Paulo, o maior mercado do setor, a fiscalização já autuou as empresas Vibra, Ipiranga e Nexta Distribuidora pela prática de preços irregulares.A Senacon estipulou o prazo de 48 horas para que as distribuidoras Vibra, Ipiranga e Raízen apresentem esclarecimentos sobre seus custos e eventuais aumentos sem justa causa.Manutenção do freteA Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) deve regulamentar ainda nesta sexta-feira (20) a Medida Provisória já publicada pelo governo que aperta a fiscalização sobre a tabela do frete e promete multar em até R$ 10 mi operadoras que descumpram medida.A MP obrigará o registro de todas as operações por meio do Código Identificador da Operação de Transporte, reunindo informações detalhadas sobre o frete, como valores pagos e o piso mínimo aplicável, o que permitirá identificar e até bloquear operações realizadas abaixo do valor legal e que configuram concorrência desleal.A intenção é focar na punição de empresas que ofertam e contratam serviço de frete fora do valor mínimo, o que gera um valor predatório às custas da baixa remuneração para a categoria.The post “Não vamos deixar alta chegar ao caminhoneiro”, diz Lula sobre diesel appeared first on InfoMoney.
