Natura dispara quase 13% na Bolsa após venda da Avon Internacional; entenda motivos

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Após anunciar a venda da Avon da América Central e República Dominicana (CARD) na segunda-feira, a Natura (NATU3) divulgou hoje (18) a venda da Avon Internacional, que compreende todas as operações na Europa, África e Ásia, exceto na Rússia. Às 13h15, as ações da varejista subiam 12,74%, cotadas a R$ 10,00.Com essa transação, resta apenas a Avon Rússia para ser vendida antes que a empresa conclua totalmente esse longo processo de desinvestimento. Leia tambémBrava Energia (BRAV3) anuncia programa patrocinado de ADR Nível IJPMorgan atuará como instituição custodianteFed deu sinal verde para comprar ações brasileiras? Bolsa já subiu 40% em dólar antesAções brasileiras superam renda fixa local e ações globais em ciclos de cortes do FedA XP Investimentos classifica o anúncio como o passo mais importante na jornada de desinvestimento da Avon Internacional, e vê como positivo o fato de que o acordo deve ter um impacto financeiro irrelevante. O time da XP acredita que este anúncio, junto com o novo formato de divulgação da empresa a partir dos resultados do 3º trimestre, deve ajudar os investidores a retomarem o foco na ação, à medida que a história se torna mais simples e clara. Diante desse cenário, a XP reiterou recomendação de compra, com uma visão construtiva sobre o processo de transformação da Onda 2, que espera continuar entregando resultados positivos.Para Itaú BBA, a venda da Avon Internacional alivia preocupações sobre a capacidade da Natura de se desfazer deste ativo com desempenho fraco, que vinha impactando negativamente as operações. O Itaú BBA destaca que o acordo não exige injeções adicionais de caixa por parte da Natura, ponto que era observado pelos investidores. Além disso, o banco acredita que não houve transferência relevante de caixa adicional para a Avon International desde o final do 2º trimestre.A instituição acrescenta que a Natura continuará operando o ativo até o fechamento (esperado para o 1º trimestre de 2026), mas não devem ocorrer necessidades marginais de caixa relevantes, já que a Avon International gera caixa sazonalmente no 2º semestre. Em resumo, o Itaú BBA não espera alterações relevantes na posição de dívida líquida de R$ 4 bilhões da América Latina reportada no 2º trimestre. A transação ainda inclui um possível earn-out de até GBP60 milhões, condicionado ao desempenho futuro (percentual de melhoria em métricas de lucro e liquidez), que o banco não considera significativo dado o desempenho recente. Dos três ativos classificados como “disponíveis para venda” no 2º trimestre, o BBA destaca que agora apenas a Avon Rússia permanece, um ativo que gera caixa e reduz a urgência de venda.O Itaú BBA observa ainda que não esperava que a Natura fosse ressarcida pela Avon International. A maior parte dos empréstimos a receber da Avon International (ou seja, caixa já desembolsado pela Natura para a Avon) será capitalizada, gerando baixa contábil pontual, não em caixa, de aproximadamente R$ 1,9 bilhão em ativos (ativos com partes relacionadas reportados no 2T25) e impacto negativo no P&L como operações descontinuadas. O banco reforça que não há motivo para ajustar o preço da transação por esse valor, dada a recente queima de caixa da operação. O BBA reiterou recomendação de compra e preço-alvo de R$ 14.Na mesma linha que os outros bancos, o Bradesco BBI avalia a notícia como positiva, uma vez representa um avanço crucial para a concretização da tese da Natura. O Bradesco BBI destaca que o anúncio de hoje ocorre apenas três dias após a venda já positiva do Avon CARD, desta vez com termos melhores do que o esperado, permitindo à Natura se desfazer de uma parte deficitária do negócio, com ganho potencial de aproximadamente R$430 milhões, impacto pro forma positivo de 0,2 vez na alavancagem se totalmente realizado.O Bradesco BBI ressalta que, embora os resultados de curto prazo possam ser voláteis, o movimento significa que a Natura deixou de depender de decisões arriscadas ou eventos pontuais, passando a ser guiada por fundamentos, especialmente pelo desempenho da Unidade de Negócios Natura Cosméticos. Em síntese, a instituição reforça sua classificação de compra e preço-alvo de R$ 17.The post Natura dispara quase 13% na Bolsa após venda da Avon Internacional; entenda motivos appeared first on InfoMoney.

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